Clubes endurecem e ameaçam eliminatórias sul-americanas para Copa do Mundo

Por Simon Evans

MANCHESTER, Inglaterra (Reuters) – As eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2002, que têm partida marcadas para este mês estão seriamente ameaçadas, já que os clubes europeus dificilmente liberarão seus jogadores para viajarem em meio às preocupações com a pandemia de Covid-19 e as restrições de quarentenas.

A Fifa afrouxou suas regras normais sobre a liberação de jogadores para partidas internacionais por causa da pandemia e teme o impacto de viagens de longa distância a áreas com muitos casos. Os times devem manter os jogadores em casa.

Todos os dez países sul-americanos constam da “lista vermelha” de proibições de viagem do governo do Reino Unido, que não inclui isenções para atletas e pessoas ligadas ao esporte. Qualquer jogador que atuasse nas partidas enfrentaria 10 dias de quarentena em hotéis na volta.

Isto, por si só, já torna difícil os clubes cogitarem aceitar as exigências da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

“Acho que todos concordam que não podemos deixar os jogadores irem jogar por seus países e depois os submeter a uma quarentena de 10 dias em um hotel. Não é assim que podemos fazê-lo”, disse o técnico do Liverpool, Juergen Klopp, cuja equipe inclui o trio de brasileiros Alisson Becker, Fabinho e Roberto Firmino.

A Conmebol, que organiza as eliminatórias da Copa do Mundo de 2022 na região, quer que os times liberem os jogadores para as partidas de 25 e 30 de março, mas está ficando sem opções.

Uma delas poderia ser realizar os jogos pouco antes do início da Copa América, que começa no dia 11 de junho.

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