Curitibana está prestes a ter movimento inédito da ginástica artística batizado com seu nome

A ginasta curitibana Júlia Soares está próxima de homologar um elemento (movimento feito pelo atleta) da ginástica com seu nome. A conquista da atleta no final de semana, no Campeonato Pan-Americano de Ginástica no Rio de Janeiro, vai além da medalha pela terceira colocação na disputa da Trave. Júlia apresentou uma nova entrada no aparelho, o “Soares,” uma versão do “candle mount” (entrada em vela) agora com meia pirueta incluída.

A jovem promessa da Ginástica Brasileira, beneficiária do Programa Municipal de Incentivo ao Esporte da Prefeitura de Curitiba, deverá ter homologado o elemento com seu nome no código de pontuação da Federação Internacional de Ginástica (FIG). 

Para a nova entrada na trave apresentada no Rio, a ginasta utilizou um trampolim para saltar em direção à lateral da trave em uma posição esticada. A inovação apresentada pela brasileira é uma meia pirueta no salto que leva à trave. 

No sábado (5), Júlia apresentou o elemento inédito com perfeição, sendo repetido, sem falhas, durante as finais por aparelhos. O desempenho foi acompanhado pela delegada técnica da FIG, Helena Lario, presente no Rio de Janeiro para a competição pan-americana realizada na Arena Carioca 1, do Parque Olímpico.

Para ver o “Soares” homologado oficialmente, Júlia aguarda a nova publicação do código de pontuação da FIG, onde deverá constar a letra atribuída ao elemento, que se refere ao valor na nota de dificuldade.

“Não tenho palavras pra explicar a felicidade de ter um elemento com meu nome. Muitas meninas tentam, mas poucas conseguem isso”, disse Júlia Soares.

A atleta treina no Cegin – Centro de Excelência De Ginástica do Paraná, no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba. 

Processo de homologação

Helena Lario, delegada técnica da FIG presente no Rio, explicou como funciona o processo de homologação. “A ginasta, o treinador ou o delegado técnico têm que apresentar a descrição do elemento acompanhado por imagem (desenho ou vídeo). Neste caso, a ginasta brasileira apresenta na trave de equilíbrio um elemento que já existe, mas agregado de um meio giro, o que nenhuma outra ginasta o fez até agora”, contou.

Inicialmente, é atribuído um valor provisório ao elemento. De acordo com Helena, se a ginasta o realiza numa competição da FIG com êxito, sem quedas e correspondendo à descrição apresentada, o nome da ginasta, o país pelo qual compete e a descrição do elemento e o vídeo da competição em que tenha executado são enviados à federação. Com tudo isso, a FIG confirma e inclui o elemento no código de pontuação com o nome da ginasta. 

Na Ginástica Artística, a cada elemento é atribuída uma letra no código de pontuação, que se refere ao valor na nota de dificuldade. Essa gradação varia de “A” a “H”. Ao Soares foi atribuído o valor “D”.
 

Informações da Prefeitura Municipal de Curitiba