Eleições: apenas 4 em cada 10 deputados eleitos são novatos

Nesta eleição, o índice de renovação na Câmara dos Deputados foi muito inferior ao observado em 2018. De cada 10 parlamentares eleitos em 2022, apenas 4 são novatos. A juventude de alguns estreantes chamou a atenção este ano.

É o caso de Ícaro de Valmir que, com 21 anos, se tornará o deputado federal mais novo no Congresso Nacional. Filho e irmão de políticos, o sergipano está confiante com a estreia na vida política.

“Como somos bastante jovens, a gente pretende também não só representar a juventude sergipana, mas como representar toda a juventude brasileira. Eu sou novo, mas estou com toda a garra, toda a força de vontade para poder trabalhar”, declara o parlamentar do PL.

Outro novato na Câmara é o campeão de votos no Amazonas, que também tem apenas 21 anos. Ex-vereador, Amom Mandel defende a bandeira da sustentabilidade. “Eu quero que o Amazonas seja referência, no Brasil e no mundo, em meio ambiente, e demonstrar para todos que nós estamos dispostos a mudar, estamos dispostos a melhorar”, destaca o deputado eleito pelo Cidadania.

Já entre os parlamentares mais experientes está Luiza Erundina, que foi eleita para o seu sétimo mandato. Na posse, a deputada federal já terá completado 88 anos de vida.

“Eu não sinto nenhum peso da minha idade, eu me sinto com a lucidez plena, motivada. Por exemplo, a minha relação com a juventude é muito bonita, é muito fácil, eu me identifico com eles e eles se identificam comigo. Eu vou aprender com eles e eles, provavelmente, possam aprender comigo. Vamos conviver como seres humanos que sonham, que têm sonhos”, afirma a parlamentar do PSOL.

Na próxima legislatura na Câmara, apenas 40% dos novos representantes ocuparão as cadeiras do plenário pela primeira vez. A maior parte dos deputados foi reeleita. Em 2018, a taxa de renovação foi maior: 47%.

A Câmara também seguirá com a maioria de deputados brancos. Pretos e pardos autodeclarados são apenas 26% dos parlamentares. O cientista político Ícaro Engler explica que a eleição anterior, que teve uma das maiores renovações, pode ser considerada atípica.

“Nessa eleição é uma, é um retorno meio à normalização. Ou seja, de que os políticos mais tradicionais foram reeleitos ou estão retomando o cargo”, conclui o especialista.

Informações SBT News