Em depoimento, suspeito de matar os pais e esconder corpos decide permanecer calado

Durante o interrogatório à Polícia Civil, o principal suspeito de matar o pai e enterrar o corpo no quintal de casa e de asfixiar a mãe no dia do aniversário dela, preferiu não responder às perguntas dos investigadores e permaneceu em silêncio. Sérgio Castorino da Silva Júnior foi preso no último sábado (15), no bairro Cajuru, em Curitiba.

O homem, que já tinha sido internado por conta da dependência química, assumiu a autoria antes de ser levado à Central de Flagrantes. Os familiares acreditam que ele tinha praticado o duplo assassinato pelo fato de o pai não ter dado dinheiro pra que pudesse sustentar o vício com entorpecentes.

Ao delegado responsável pela unidade prisional, o suspeito disse que não queria ser interrogado e, por essa razão, foi levado de volta à carceragem da Polícia Civil, onde deve permanecer preso até uma decisão por parte da Justiça.

Depois que uma denúncia feita por uma sobrinha do casal chegou até a polícia, as equipes se dirigiram até o imóvel e, num primeiro momento, o filho das vítimas não deixou ninguém entrar. Segundo os parentes, quando eles conseguiram acessar o local, encontraram manchas de sangue em vários cômodos.

(Foto: Simone Munhoz/Rede Massa)

“Eu liguei pra minha prima e ela disse que tinha um quarto trancado. Além disso, tinha uma gota de sangue no chão. Ele [suspeito] falou que era do cachorro. ‘Dissimulado’, a vida inteira da minha tia era pra cuidar dele. Matou ela no dia do aniversário”, disse uma sobrinha das vítimas em depoimento à polícia.

Crueldade

Ao chegarem à residência, no bairro Cajuru, em Curitiba, as equipes policiais encontraram Maria de Oliveira, 69 anos, morta no quarto. Ela estava com as mãos amarradas para trás, com sinais de asfixia e com um saco preto na cabeça.

O suspeito, Sérgio Castorino da Silva Júnior, foi encaminhado para a Central de Flagrantes. Enquanto isso, no quintal da casa, equipes do Corpo de Bombeiros trabalhavam para encontrar o corpo do pai, Sérgio Casturino da Silva, 71 anos, que estava desaparecido.

O filho afirmou que havia matado o pai há uma semana. Em uma cova rasa, os peritos encontraram o corpo, que apresentou sinais de perfuração. A informação é que Júnior matou o pai a marteladas.