Irã nega acusação de ataque a navio israelense feita por Netanyahu

Por Dan Williams

JERUSALÉM (Reuters) – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, culpou o Irã nesta segunda-feira por uma explosão ocorrida a bordo de um navio de propriedade israelense no Golfo de Omã na semana passada, uma acusação rejeitada por Teerã.

O navio de transporte de veículos MV Helios Ray foi atingido por uma detonação acima da linha de flutuação entre a noite de quinta e a manhã de sexta-feira, o que uma autoridade norte-americana disse ter feito buracos dos dois lados do casco. Uma autoridade israelense disse que minas limpet foram usadas.

“Isto foi, de fato, uma operação do Irã. Isto está claro”, disse Netanyahu à rádio Kan.

Indagado se Israel retaliará, ele respondeu: “Vocês conhecem minha diretriz. O Irã é o maior inimigo de Israel. Estou determinado a contê-lo. Estamos alvejando-o em toda a região”.

O Irã negou envolvimento. “Rejeitamos com firmeza esta acusação”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, em Teerã durante uma coletiva de imprensa. “A segurança do Golfo Pérsico é extremamente importante para o Irã, e não permitiremos que eles espalhem medo na região com tais acusações.”

“O regime sionista (Israel) sabe muito bem que nossa reação a nossas questões e áreas de segurança sempre é firme e precisa”, disse ele, acrescentando que Israel é a fonte de toda a instabilidade na região.

A emissora de rádio disse que a entrevista de Netanyahu foi pré-gravada na noite de domingo, antes de a Síria acusar Israel de realizar ataques de mísseis nos arredores do sul de Damasco.

Israel não confirmou ter realizado tais ataques, mas havia dito que está lançando ações militares frequentes contra mobilizações ou entregas de armas do Irã dentro da Síria.

Yoav Galant, ministro do gabinete de segurança de Netanyahu e ex-almirante da Marinha, disse que fotos do Helios Ray mostraram que cada buraco resultou de “uma mina fixada no exterior, aparentemente em uma operação noturna de um comando da Marinha”.

Os perpetradores teriam sabido sobre a propriedade israelense do navio graças a materiais de código aberto, e o incidente ocorreu perto do litoral controlado pelo Irã, disse Galant à Ynet TV, acrescentando que uma investigação formal confirmou suas observações.

(Reportagem adicional de Maayan Lubell e Parisa Hafezi)

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