Série de reportagens vai abordar a produção de alimentos cultivados no Paraná

A partir do mês de fevereiro, a Agência Estadual de Notícias vai lançar reportagens que falam sobre a produção de alimentos, como proteínas, grãos, hortaliças, frutas, produtos florestais e outras grandes culturas plantadas no Paraná. Serão abordadas as grandes produções, responsáveis por abastecer todo o Brasil, até chegar no pequeno agricultor e no cultivo familiar.

As reportagens também vão explicar os motivos que levam alguns lugares a serem conhecidos pelo cultivo de um alimento, como Antônio Olinto e o kiwi; São João do Caiuá e o amendoim; o famoso pepino de Cidade Gaúcha; e as uvas de Bituruna, que nesta quinta-feira (25), serão as primeiras a serem retratadas.

“O mundo, no futuro, vai precisar cada vez mais de comida e o Paraná pode se destacar nesse cenário, já que ninguém produz em quantidade e em variedade como o nosso estado”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Nossa vocação é produzir alimentos”, acrescentou.

O levantamento que deu origem à série foi feito com base nos dados do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Foi levado em consideração, o relatório final do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2019, já que os números de 2020 ainda estão no processo de contabilização.

O VBP confirmou o potencial do agro no Paraná, revelando um faturamento total de R$ 98,08 bilhões em 2019, maior valor nominal da série. Além disso, pela primeira vez, o Estado contou com nove cidades com valor bruto da produção superior a R$ 1 bilhão, cinco lugares a mais, em comparação ao levantamento de 2018.

Cidades

Os municípios de Guarapuava (R$ 1,28 bilhão), Santa Helena (R$ 1,08 bilhão), Dois Vizinhos (R$ 1,05 bilhão), Assis Chateaubriand (R$ 1,05 bilhão) e Palotina (R$ 1,04 bilhão) integram a lista dos faturamentos mais expressivos, junto com Toledo (R$ 2,69 bilhões), Castro (R$ 1,72 bilhão), Cascavel (R$ 1,67 bilhão) e Marechal Cândido Rondon (R$ 1,16 bilhão). O crescimento anual mais representativo foi o de Guarapuava, com valor 31% superior ao de 2018, quando somou R$ 981,9 milhões.

Outro ponto relevante do levantamento é a atividade pecuária no Paraná. Em Toledo, por exemplo, a pecuária é responsável por 82% do VBP. Em Santa Helena, a atividade compõe 85% do faturamento e, em Dois Vizinhos, 90%.

Depois da pecuária, a segunda principal representatividade na composição do VBP paranaense é do grupo dos grãos e grandes culturas (39%), seguido das hortaliças (5%) e produtos florestais (4%). A produção de frutas é responsável por 2% do valor bruto.

Exportação

Em 2020, alguns alimentos, produzidos no Paraná, tiveram destaque na exportação. Foi o caso do complexo da soja, que exportou 17,3 milhões de toneladas, um aumento de 28,4% com relação ao volume exportado em 2019, gerando US$ 6,05 bilhões. Aproximadamente 45,5% das exportações do setor pelo Paraná correspondem a essa categoria. Já as carnes representam 21% e os produtos florestais 16,67%.

As vendas externas de carnes (bovinos, suínos e frango) alcançaram 1,84 milhão de toneladas, que geraram US$ 2,79 bilhões. A carne bovina somou 28 mil toneladas, e US$ 112,6 milhões. O frango 1,66 milhão de toneladas, o equivalente a 40% do volume total brasileiro, o que corresponde a US$ 2,4 bilhões; e os suínos 136,7 mil toneladas, crescimento de 15,9%, somando US$ 300,6 milhões. Entre os principais destinos dos produtos paranaenses estão China e Emirados Árabes.

Uma nova reportagem será lançada às segundas e quintas-feiras, com duração prevista de dez meses, até o fim de 2021.

Colaboração AEN