Brasil inclui refugiados da Venezuela e apátridas no Censo 2022

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge) e a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) assinaram um acordo de cooperação técnica para a realização do Censo Demográfico deste ano, lançado na segunda-feira (1º).

O Acnur apoiará o Ibge na coleta e análise de dados sobre a população refugiada de outros países ou que não tenha mais nacionalidade, o que acontece no Brasil, principalmente, com os venezuelanos nos estados de Roraima, Amazonas e Pará.

Integrantes da agência da ONU estão acompanhando os recenseadores para garantir acesso a abrigos de refugiados, garantindo o respeito às normas culturais e à organização social.

No Pará, o Acnur já realizou treinamentos para os coordenadores da pesquisa demográfica a fim de garantir uma abordagem culturalmente qualificada aos indígenas venezuelanos da etnia Warao. No Amazonas, os promotores comunitários e voluntários da Caritas Arquidiocesana de Manaus, estão facilitando o entendimento das pessoas de outras nacionalidades sobre o que é o Censo 2022, traduzindo materiais informativos e apoiando os recenseadores a incluírem pessoas refugiadas na pesquisa. 

Em Roraima, o Acnur forneceu treinamento para recenseadores e apoiará as entrevistas nos abrigos da Operação Acolhida. O representante do Acnur no Brasil, Federico Martinez, comentou que é por meio do levantamento de dados que será possível compreender o perfil da população refugiada acolhida no Brasil e estruturar políticas públicas que dialoguem com as demandas de cada segmento. 

Informações de SBT News