Brasileiro passa em média 41 anos da vida conectado à internet

Uma pesquisa realizada por uma empresa provedora de serviços virtuais revelou que os brasileiros sãos os mais conectados do mundo. O levantamento levou em consideração o tempo de uso da rede em 150 países e, com uma média de 91 horas semanais por habitante, o Brasil ocupou o topo do ranking.

O estudo mostrou ainda que a população brasileira passa boa parte de sua existência online. A estimativa é que, ao longo da vida, cada pessoa fique cerca de 41 anos na frente das telas; mais da metade da expectativa de vida média da população, que era de 76 anos, até 2019.

Para os especialistas, não há dúvidas: a pandemia mudou o comportamento do brasileiro e impulsionou, ainda mais, a conectividade. Isto porque, atualmente, a internet se tornou um ambiente não somente para trabalhar e estudar, mas também para socializar, fazer compras e ter acesso à cultura e entretenimento.

“Uma pessoa que mora na periferia é R$ 10 para chegar no Centro, onde as coisas acontecem; então, as redes sociais, a internet, são uma forma mais fácil de a gente acessar o conteúdo”, destaca o coordenador da pesquisa no Brasil, Jonas Schuler.

Em excesso, porém, esse cotidiano conectado pode se tornar doença. Os distúrbios provocados por essa mudança de hábitos viraram objeto de estudo de um programa do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC-SP). “As principais consequências que a gente vê, elas não vêm a curto prazo, elas vêm a longo prazo, aumentando gradativamente, com o estreitamento do leque de vivência, socializações, prejuízos acadêmicos, profissionais, isso crescente”, explica o psiquiatra do HC.

Foi o que aconteceu com o Adriano. As 18 horas diárias na frente do computador renderam ao publicitário problemas como ansiedade e anemia. “Não quero desistir de jogar; me faz bem jogar. Só que eu quero controlar isso, não quero que isso me controle”, afirma Adriano da Silva.

Informações de SBT News