ButanVac deve estar disponível como dose reforço a partir de 2023

O Instituto Butantan informou, na tarde de 5ª feira (31), que os ensaios clínicos da vacina contra covid-19 ButanVac devem ser concluídos e enviados às autoridades sanitárias até 2023. Após ter passado por uma reformulação, o estudo conduzido no Brasil – assim como na Tailândia e no Vietnã -, agora avalia a eficácia do imunizante como dose de reforço. Segundo os pesquisadores, os resultados da fase 1 mostraram que a vacina é segura e induz níveis elevados de proteção.

A ButanVac foi anunciada em abril de 2021, inicialmente para um ensaio clínico randomizado duplo-cego controlado por placebo, isto é, comparando a resposta imune de quem tomou a vacina com um grupo controle que recebeu uma substância sem efeito. No entanto, com o rápido avanço da vacinação no país e o atual cenário da pandemia, o estudo precisou ser remodelado para testar o imunizante para potencializar a proteção de quem já completou o esquema vacinal.

“A vacinação do Brasil avançou muito rapidamente e chegou um momento em que não havia mais a possibilidade de inclusão de voluntários [para comparar vacinados e não vacinados]. Isso levou à necessidade de reformular todo o estudo clínico, o que acabou reduzindo a velocidade da pesquisa da vacina. Mas como a ButanVac é desenvolvida em um consórcio internacional, no Brasil, Tailândia e Vietnã, a junção dos resultados desses três países até o final do ano deve possibilitar que a vacina esteja disponível em 2023”, afirma o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Ele explica também que a importância do imunizante pode ser resumida em três pilares: baixo custo, produção nacional e facilidade de alterar a vacina para combater as variantes. Em primeiro lugar, o imunizante não depende de importação de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), uma vez que o Butantan consegue desenvolver o produto nas próprias fábricas. Além disso, por ser previsto um custo mais baixo do que as vacinas disponíveis atualmente, a ButanVac tem o potencial de elevar a oferta de vacinas em países em desenvolvimento, que enfrentam dificuldades para obter imunizantes.

Informações SBT News