No Paraná, órgãos se unem para combater fura-filas da vacinação

Casos como o de uma empresária que tomou a vacina logo depois de ser contratada pela prefeitura; um médico obstetra que foi o primeiro a receber o imunizante em outra cidade; um estagiário da área administrativa que foi vacinado, estão chegando com frequência à Controladoria-Geral do Estado (CGE), que já possui uma lista com mais de 500 registros de fura-filas no Paraná.

A situação foi debatida nesta quinta-feira (25), por solicitação da CGE, com o Tribunal de Contas, p Ministério Público e a Polícia Civil. O objetivo do encontro foi para adequar o repasse de informações para investigação, diante da quantidade de denúncias que chegam diariamente à Ouvidoria-Geral do Estado. Ao todo, foram mais de 900 manifestações, dessas, quase 600 são denúncias de fura-filas.

“Marcamos essa reunião para demostrar a metodologia do recebimento e encaminhamento das denúncias de fura-filas. O Sistema Integrado de Ouvidoria está disponível para os órgãos de controle e de investigação, já que estamos engajados no mesmo objetivo. A partir de hoje, estabelecemos canal direto entre CGE, promotorias do Ministério Público e Departamento da Polícia Civil”, explicou Raul Siqueira, controlador-geral do Estado.

Denúncias

O cidadão pode continuar a usar os canais da Ouvidoria-Geral, por telefone ou internet, para denunciar fura-filas. As informações são triadas, para serem repassadas ao Ministério Público (MP) e à Secretaria de Estado da Saúde. O MP encaminhará as denúncias que necessitam de diligências para a Polícia Civil, que se encarregará da investigação dos casos.

“Conseguimos alinhar a forma de filtragem e o encaminhamento das denúncias, bem como a participação de cada órgão até a fase de investigação criminal e punição a quem foi vacinado ou a quem determinou a vacinação de pessoas que não estavam nas prioridades do plano de imunização”, afirmou a delegada Aline Manzatto, da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde. “Nós estamos à disposição para orientar as delegacias de cidades em que os casos ocorreram”.

Até esta quinta-feira (25), foram 511 denúncias, dessas 471 foram encaminhadas ao MP. A defasagem vem justamente da triagem para o envio, pois muitas denúncias não trazem elementos básicos para que possa ser iniciada uma investigação, como fotos, cidade e outras informações.

Serviço

Ouvidoria-Geral

Site: www.cge.pr.gov.br, na aba Ouvidoria.

Telefone: 0800 041 1113

E-mail: [email protected]

Whatsapp: (41) 3883-4014.

Colaboração AEN