UE diz que J&J não cumprirá meta de fornecimento de vacina no segundo trimestre

Por Francesco Guarascio

BRUXELAS (Reuters) – A Johnson & Johnson não deve cumprir a meta de fornecimento de vacina contra Covid-19 à União Europeia para o segundo trimestre, após o uso de milhões de doses ter sido proibido na Europa por preocupações de segurança, afirmou um porta-voz da Comissão da UE.

O contratempo pode causar novos atrasos à vacinação da UE, embora o bloco agora dependa majoritariamente da vacina da Pfizer-BioNTech para imunizar sua população. Mais da metade dos adultos na União Europeia recebeu pelo menos uma dose até agora.

O órgão regulador de medicamentos europeu disse semana passada que doses da Johnson & Johnson enviados de uma fábrica da Emergent nos Estados Unidos não seriam utilizadas como precaução após um caso de contaminação com substâncias usadas por doses da AstraZeneca, que também são produzidas na fábrica.

A EMA afirmou em comunicado à Reuters que o uso de 17 milhões de doses foi proibido no bloco após essa decisão.

“Após a não-liberação desses lotes, a empresa não deve estar em uma posição de entregar 55 milhões de doses até o fim deste trimestre”, afirmou o porta-voz da Comissão da UE à Reuters na quarta-feira.

A UE havia pedido um total de 200 milhões de doses da Johnson&Johnson, das quais 55 milhões deveriam ser entregues até o fim de junho. A empresa até agora entregou cerca de 12 milhões das suas vacinas que exigem apenas uma dose.

O porta-voz se recusou a dizer quantas doses a J&J agora deve entregar até o fim de junho. Acrescentou que a UE continua a trabalhar com a empresa “para a entrega das doses acordadas neste e no próximo trimestre”.