Em 2020, consumo residencial de energia teve alta de 5,5%

A Copel divulgou os números sobre consumo de energia em 2020. A classe residencial é a mais numerosa na base de clientes da empresa e, no ano passado, o consumo de energia elétrica dessa classe cresceu 5,5%, em comparação ao ano de 2019.

O volume absoluto de energia consumida pelas residências foi o maior já registrado, acumulando 7.910 GWh (gigawatts-hora) ao longo do ano, o que representa, aproximadamente, um quarto de toda a energia faturada pela distribuidora. 

As maiores altas foram registradas nas regiões Oeste (7,7%) e Centro-Sul (6,6%), seguidas do Noroeste (6,4%), Norte (4,9%) e Leste do Estado (3,8%). O consumo médio mensal das famílias foi de 167 kWh.

Os números vão na contramão do chamado mercado fio que, devido à crise ocasionada pela pandemia do coronavírus, apresentou retração de 1,1% na área de concessão da Copel, após três anos consecutivos de crescimento. A redução nacional do consumo foi de 1,5%, índice que superou positivamente as expectativas da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Uso eficiente

Quem quer manter o controlado o uso de energia elétrica, deve acompanhar o histórico pela conta de luz ou pelo aplicativo para celular, que fornece a média dos últimos 12 meses. Assim, é possível perceber as variações mensais de consumo e estabelecer uma comparação com sua própria média, identificando períodos de aumento e suas possíveis causas, como variações do clima, mudanças de hábitos, compra de um aparelho novo e visitas recebidas.  

Outra ferramenta disponível é o simulador de consumo, que pode indicar quais são os equipamentos responsáveis pela maior fatia da conta de luz. Normalmente, os refrigeradores, chuveiros e aparelhos de ar-condicionado são os maiores, seguidos pela iluminação, aparelhos eletrônicos e ventiladores. A ferramenta se encontra no site da Copel.  

Economia no verão

Nos meses mais quentes do ano, alguns equipamentos merecem atenção especial, pois podem gerar mais gastos na fatura. Segundo o engenheiro Diego da Luz Munhoz, gerente do Programa de Eficiência Energética da Copel, existem hábitos simples que podem fazer a diferença na conta.  

No uso da geladeira, ele sugere que a porta seja aberta apenas quando necessário, já que a entrada de ar quente faz com que o motor do equipamento tenha que trabalhar novamente para refrigerá-la. Pelo mesmo motivo, não é indicado guardar os alimentos ainda quentes dentro da geladeira. “Outro cuidado é adequar a temperatura do chuveiro para a posição verão, que economiza cerca de 30%”, indica Munhoz. 

O mesmo vale para os aparelhos de ar-condicionado: quanto mais preciso o ajuste para uma temperatura confortável, melhor. “De maneira geral, a Anvisa recomenda o uso de temperaturas na faixa dos 23º a 26º durante o verão”, aponta o engenheiro. Manter portas e janelas fechadas também contribui para a eficiência do equipamento, que só deve permanecer ligado quando o ambiente estiver sendo utilizado.

Colaboração AEN