Figurinhas da Copa do Mundo movimentam a economia nacional

O segundo semestre de 2022 será marcado por inúmeras datas significativas, não apenas para o varejo, mas para os brasileiros como um todo. Entre datas comemorativas, eleições e Copa do Mundo, há uma perspectiva de que as vendas cresçam 12%, de acordo com a Associação Brasileira do Varejo (ABV), se comparado à primeira parte do ano.

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) afirma que há uma expectativa de que a Copa do Mundo contribua com as vendas, podendo arrecadar R$170 milhões, principalmente, com artigos esportivos e eletrônicos.

O famoso álbum da Copa do Mundo é um dos itens que ajuda a aquecer o comércio nacional. Em todo o Brasil, inúmeros jovens e adultos investem seu tempo e dinheiro para tentar completá-lo, com isso, há uma perspectiva de injetar milhões na economia. O item custa entre R$12,00 e R$44,90, e os desejados pacotinhos de figurinhas estão no valor de R$4,00, cada.

Segundo Marcelo Reis, Especialista em Gestão Empresarial e Diretor Executivo da MR16, o álbum dá o start na movimentação da economia. “Nessa hora, atrelado à venda das figurinhas, as pessoas começam a se preparar para o início da competição, sendo assim, investem em novos aparelhos tecnológicos para assistir aos jogos e compram a nova camisa da seleção brasileira, que começam a ser comercializadas nesse mesmo período”, pontua.

Além disso, Marcelo acredita que a Copa do Mundo irá impulsionar outros segmentos: “Todos os setores que possuem algum tipo de relação com o evento serão influenciados, entre eles o de bebidas, alimentos, festas e turismo, principalmente, próximo à estreia. Isso ocorre porque muitas pessoas aproveitam essa época para viajar, encontrar amigos e familiares, e curtir os jogos preparando um churrasco, por exemplo”.

Figurinhas da Copa do Mundo faz parte da tradição do brasileiro

Lançado em 1970, o álbum da Copa virou uma febre em inúmeras famílias, sendo objeto de desejo sempre que a competição se aproxima. O especialista Marcelo Reis afirma que vai muito além de completá-lo. “Ele traz um espírito do colecionador, em não apenas fechar o álbum, mas também em saber quem serão os jogadores, quais serão os estádios e as cidades.”

O advogado João Gabriel Pestana, é uma dessas pessoas que não fica uma Copa do Mundo sem completar o álbum. Apesar do valor ser superior aos anos anteriores, ele afirma que não há nada que o faça deixar de ter o álbum de 2022. “Comecei a colecionar por conta do meu pai e, desde então, não parei. Acabo gastando mais de R$1000 para completá-lo, mas a felicidade que eu sinto quando consigo a última figurinha, vale a pena”, conta.

O mesmo sentimento é compartilhado pelo Administrador Rodrigo Dias, que desde 1994 se dedica a completar não apenas um, mas dois álbuns (capa dura e normal) por ano de Copa do Mundo. O valor gasto não é um impeditivo para ele, pois prioriza a felicidade em continuar com essa tradição. “É uma emoção vê-los completos. Vale tudo para conseguir as figurinhas, mas hoje em dia se tornou mais fácil, não apenas pela quantidade vendida, mas pelos grupos de troca que se encontram em diversos pontos da cidade”, finaliza.