No Paraná, mercado de bicicletas tem crescimento de 18% durante pandemia

Em março de 2020, as primeiras medidas de isolamento social foram implementadas no Brasil para impedir o avanço do coronavírus. Por promover aglomerações, muitas pessoas passaram a evitar o transporte público para se locomover nas cidades. Dessa forma, a bicicleta voltou a ganhar protagonismo nas ruas.

Dados do Governo Federal mostram que, só no ano passado, foram abertas 4.800 empresas que desempenham atividades econômicas relacionadas ao setor de bicicletas no Brasil, o que representa um crescimento de 26%, em comparação a 2019.

No Paraná, segundo dados do Cadastro Sebrae de Empresas, são 2.333 negócios ativos no segmento. Em 2020, no Estado, foram abertas 302 empresas no ramo e, em 2019, foram 256 novas. A maioria dos negócios são de micro e pequenas empresas.

“É um ramo que está em constante crescimento, representando uma boa oportunidade de negócios para o micro e pequeno empreendedor. Afinal, além da comercialização da bike propriamente dita, os clientes também têm necessidade de equipamentos de segurança, como capacetes, sinalizadores luminosos, óculos, e que tornam o uso das bikes mais confortável”, pontua a consultora do Sebrae/PR, Angélica Weirich.

Empreendedor do ramo, Renato Muller possui uma loja especializada para ciclistas em Curitiba. Ele conta que inaugurou o empreendimento há dois anos, mas que, durante a pandemia, percebeu um aumento significativo na procura por bicicletas.

“Tivemos uma procura alta até agosto do ano passado, mas depois começou a faltar bicicletas no mercado. Com isso, começamos vender até mesmo as bicicletas mais caras que eram as únicas disponíveis”, relata Muller.

Outro impacto causado pela pandemia, foi a paralisação de algumas indústrias do setor. Percebendo que a demanda continua alta e os produtos estão faltando no mercado, Renato decidiu investir em uma nova forma de comercialização. A ideia é comprar separadamente os poucos componentes disponíveis em fábricas diferentes, montar as bicicletas em Curitiba e, com isso, possivelmente lançar uma marca própria.

Em Laranjeiras do Sul, no centro-oeste do Paraná, o empreendedor Gilmar Golemba Santana também está animado. A empresa foi inaugurada em meio a pandemia e, por esse motivo, algumas dificuldades foram sentidas ainda no começo. Porém, segundo ele, a grande procura e aceitação dos clientes está tornando o projeto um sucesso.

“No começo, o nosso maior desafio foi a falta de mercadoria. Como muitos produtos são importados, algumas distribuidoras ficaram sem margem de produtos e tivemos que adaptar o nosso estoque. Aos poucos, conquistamos o nosso espaço e agora conseguimos manter um número razoável de produtos, atraindo mais os clientes”, relata Gilmar.

Diante do cenário promissor, a consultora do Sebrae/PR reforça que, apesar de ser um nicho em expansão e com crescimento considerável, antes de investir no ramo, é preciso ter certos cuidados, como observar as novidades do mercado, gostar do ramo e pensar no uso das redes sociais para atrair os consumidores.

Colaboração Sebrae/PR