Inteligência artificial: futuro ou realidade?

Por Renato da Costa

De tempos em tempos nos deparamos com algumas matérias a respeito da extinção de algumas profissões no mercado de trabalho.

É bem verdade que com o avanço da inteligência artificial muitas tarefas de natureza repetitiva já podem ser realizadas com precisão. Com a criação de softwares para processar dados, cálculos, atendimento, entre outros, o fato é que para muitos especialistas algumas profissões podem deixar de existir num futuro próximo.

O fato é que, no nosso dia a dia já convivemos com atendimentos digitais, no mapeamento de consumo das pessoas, na automatização dos carros e sua autonomia, na medição dos índices de poluição do ar atmosférico, na sala de aula por meio da realidade virtual, na atenção as finanças das pessoas ou da bolsa de valores por exemplo.

O chamado blockchain ou livro razão é um exemplo de registro de transações dos contadores e mostra como a tecnologia veio para aumentar a eficiência e eficácia das transações. Há quem diga que isso vai acelerar o processo de desaparecimento da profissão do contador. Analistas de investimento nos Estados Unidos por exemplo, já estão sendo aos poucos substituídos por robôs de alta frequência.

Drones nos Estados Unidos já estão sendo testados em pequenas entregas, o que, em partes ameaçaria a profissão de carteiro. As chamadas máquinas inteligentes vieram para ficar cabendo a nós buscarmos a qualificação necessária para interagir com esse meio. Condenar a sociedade ao ostracismo ou a segregação é um tanto quanto radical e extremista, diria até aversão ao progresso.

Ocorre que, é inegável o poder de rastreamento das informações no meio digital e, isso assusta a grande maioria das pessoas. A tecnologia avança a cada dia mais, nossos eletrodomésticos logo estarão nos informando o que está em falta na geladeira, no freezer, assim como, nossos celulares, relógios e rádios serão cada vez mais íntimos de nossos anseios e necessidades.

Nossos carros serão cada vez mais independentes e inteligentes, o bom e velho mapa de papel há muito desapareceu e agora se converteu em tela de touch screen. Talvez o que mais preocupe as pessoas é o fato de que aqueles que tem acesso amplo e facilitado aos estudos e a interação tecnológica, serão diretamente beneficiados com bons empregos e oportunidades no mercado de trabalho.

Por ora, acreditamos que a inteligência artificial abrirá novos campos de trabalho, desafios, responsabilidades e também complexidades!

Sobre o autor

Renato da Costa é graduado em Administração, pós-graduado em Administração Estratégica, Mestre e Doutor em Administração, com estágio de Pesquisa e Docência na Universidad Jaume I no Sul da Espanha em 2017, Pós-Doutorando em Gestão Urbana. É membro da ACCUR-Academia de Cultura de Curitiba, membro associado da Academia Paranaense da Poesia, professor há 17 anos, escritor.