Fiocruz distribui insumo para diagnóstico de varíola dos macacos a laboratórios

Atendendo a pedido do Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) distribuiu nesta quarta-feira (8) uma remessa de reagentes para auxiliar no diagnóstico seguro de varíola dos macacos, aos laboratórios de referência do Brasil. Segundo a instituição de pesquisa, anteriormente, entregou outro lote do insumo à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), para ser distribuído em pelo menos 20 países.

Os reagentes foram desenvolvidos pela Fiocruz em uma semana, depois de surgirem (no final de maio) os primeiros casos suspeitos da doença no país. “Refletem a capacidade nacional de produção de insumos críticos para o diagnóstico”, diz a instituição. 

Segundo a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, “essa ação estratégica, iniciada após o aprendizado na cadeia de suprimentos vivenciado na emergência da covid-19, hoje se materializa no fortalecimento do arranjo produtivo local e amplia a capacidade de resposta nacional frente a emergências de saúde pública”. “Com isso, damos um importante passo para a autonomia e a independência na produção local de testes de diagnóstico”, completou.

Os reagentes consistem em controles positivos – elemento que garante a confiabilidade do diagnóstico feito por teste molecular (qPCR), ao impedir que erros possíveis ocorram e interfiram no resultado. Eles só podem ser usados em pesquisas conduzidas pelos laboratórios brasileiros e latino-americanos de referência para controle da varíola dos macacos. No território nacional, são quatro: Laboratório de Biologia Molecular de Vírus do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LBMV/IBCCF/UFRJ), Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais/Fundação Ezequiel Dias (Lacen/Funed-MG), Laboratório Central de Saúde Pública de São Paulo/Instituto Adolfo Lutz (Lacen/IAL-SP) e Laboratório de Referência em Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

De acordo com o gerente de desenvolvimento tecnológico do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), da Fiocruz, a equipe utilizou matéria-prima e sua “expertise no desenvolvimento de kits para diagnóstico, somado ao que está publicado pela literatura científica internacional, para produzir as reações com qualidade e que possibilitem o diagnóstico molecular preciso e seguro do vírus”.

Informações de SBT News