“Guerra terminará com a diplomacia”, afirma presidente da Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste sábado (21) que a guerra no país será encerrada “com a diplomacia”. A declaração foi dada em entrevista a um canal de TV ucraniano. Atualmente, as negociações entre Kiev e a Rússia estão paralisadas.

As informações são da agência de notícias italiana Ansa. “A guerra será sangrenta, será travada, mas definitivamente terminará com a diplomacia”, falou Zelensky. Ainda na entrevista, diz a Ansa, o líder ucraniano pontuou que as conversas de seu país com os russos certamente acontecerão, mas não sabe se “com intermediários, sem eles, em um círculo ampliado, ou em nível presidencial”.

Ainda de acordo com Zelensky, há coisas que a Ucrânia só pode conseguir “na mesa de negociações”. O país deseja, afirmou, que tudo volte a ser como era antes da guerra, mas a Rússia “não quer”. Segundo o presidente ucraniano, para as negociações serem levadas adiantes, é indispensável os russos salvarem “a vida dos defensores de Mariupol”. Eles estavam sitiados na siderúrgica de Azovstal.

“O mais importante para mim é salvar o maior número possível de pessoas e soldados. Vamos levá-los para casa. É o que devemos fazer com os nossos parceiros que assumiram a responsabilidade”, disse o presidente da Ucrânia. As tropas ucranianas, acrescentou, quebraram “a espinha dorsal do maior ou um dos exércitos mais fortes do mundo”. “Psicologicamente fizemos o mesmo. Eles não vão resistir nos próximos anos”.

Na sexta-feira (20), pelo Instagram, Zelensky disse que o governo ucraniano convidou “os países parceiros a assinar um acordo multilateral e criar um mecanismo por meio do qual cada um que tenha sofrido com as ações da Rússia possa receber uma compensação por todas as perdas”. “Sob tal acordo, os fundos e bens russos sob a jurisdição de países parceiros devem ser apreendidos ou congelados e, em seguida, confiscados e direcionados para um fundo especialmente criado, do qual todas as vítimas da agressão russa podem receber uma compensação adequada. Isso seria justo. E a Rússia sentirá o verdadeiro peso de cada míssil, cada bomba, cada projétil que disparou contra nós”, completou.

Informações de SBT News