Inglaterra vai suspender confirmação de testes rápidos de Covid com exame PCR

Por Alistair Smout

LONDRES (Reuters) – Pessoas que testaram positivo para a Covid-19 em testes rápidos de fluxo lateral não precisarão confirmar os resultados com um teste de PCR se não estiverem apresentando sintomas, afirmou a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA) nesta quarta-feira. 

O Reino Unido reporta números recordes de casos diários de Covid, e a UKHSA afirmou que a alta prevalência significa que a chance de resultados falsos positivos em testes de fluxo lateral (LFD) é baixa. 

A medida também poderia reduzir a pressão sobre o sistema de testagem, e reduzir a confusão se os resultados de testes entrarem em contradição. Nos atuais níveis de prevalência, as autoridades dizem que um resultado positivo em um teste LFD é provavelmente preciso, mesmo se a confirmação em PCR tiver resultado negativo. 

“Embora os casos da Covid continuem crescendo, essa abordagem significa que os LFDs podem ser usados com confiança para indicar infecção pela Covid-19 sem a necessidade de confirmação com PCR”, afirmou a diretora-executiva da UKHSA, Dr. Jenny Harries. 

A medida entra em vigor no dia 11 de janeiro na Inglaterra, e pessoas que desenvolverem sintomas da Covid-19 devem continuar a fazer testes de PCR, afirmou a UKHSA. 

A orientação repete uma medida adotada durante a onda de Covid-19 do inverno passado, na qual a exigência por testes PCR para a confirmação foi suspensa de janeiro até março. 

Testes PCR são processados em laboratórios e podem ser utilizados para determinar qual variante infectou o paciente, enquanto o LFD pode ser usado em casa e dá uma indicação de infecção dentro de meia hora.