Ativista Greta Thunberg diz que líderes mundiais ainda são negacionistas sobre clima

ESTOCOLMO (Reuters) – Os políticos, incluindo os líderes suecos, ainda negam a ameaça das mudanças climáticas, disse a ativista ambiental Greta Thunberg nesta segunda-feira, depois de se encontrar com o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven.

“Nós, ativistas do clima, já tivemos não sei quantas reuniões com as pessoas no poder e, basicamente, é sempre a mesma discussão – há uma negação completa”, disse Thunberg aos repórteres após a reunião.

“A sensação de crise é absolutamente zero.”

Thunberg, que ganhou fama em 2018, quando seu protesto solitário em Estocolmo pela falta de ação para deter as mudanças climáticas se tornou um movimento global, também criticou a mídia por minimizar a gravidade da crise.

“Se ninguém pressionar os que estão no poder, obviamente eles não vão fazer nada”, declarou.

Os governos globais parecem ter desistido da meta de limitar o aquecimento global a um aumento de 1,5 grau em comparação com os níveis pré-industriais, disse ela.

O governo da Suécia assumiu um papel de liderança na luta contra as mudanças climáticas, mas Thunberg e seus colegas ativistas disseram que o governo não está fazendo o suficiente.

“Aqueles que não levam a crise climática a sério e não a tratam como uma crise, infelizmente, são uma parte do problema”, disse ela.

Mas há razões para ter esperança.

“Pense se essas pessoas fizessem alguma coisa, pense se elas pudessem assumir a responsabilidade, elas poderiam ser uma parte tão grande da solução, e nós dissemos isso a ele (Lofven)”, afirmou Greta Thunberg.

Em um comentário no Instagram sobre a reunião, Lofven disse que a Suécia foi uma força motriz no esforço da União Europeia em relação às mudanças climáticas, e que sua indústria estava em transição para um futuro livre de combustíveis fósseis e ajudando outros países a reduzir as emissões.

“A Suécia tem a oportunidade de ser o primeiro Estado livre de combustíveis fósseis do mundo, mas precisamos aumentar o ritmo das mudanças”, declarou Lofven. “Precisamos de novos passos.”

Por Simon Johnson

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