Kiev é atacada pela Rússia; “não vamos baixar as armas”, diz presidente ucraniano

Quase 80 anos após o fim da 2ª Guerra Mundial, uma capital europeia foi atacada e bombardeada. Kiev foi invadida por tropas russas na madrugada de sábado (26) após um dia de sirenes soando, instando a população a procurar abrigo. É o terceiro dia de conflito.

Prédios residenciais foram atingidos e, segundo o Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, um dos edifícios foi bombardeado com um míssil. “Nossa esplêndida e pacífica cidade sobreviveu a mais uma noite sob ataque das forças russas”, escreveu em uma rede social.

Horas antes, Volodimir Zelenski, presidente da Ucrânia, publicou um vídeo no centro de Kiev, afirmando que “não vamos baixar as armas”. “Nossa arma é a verdade e vamos defender tudo isso: nossa terra, nossos pais, nossos filhos”. O prefeito de Kiev, Vitaliy Klitschko, informou que o transporte metroviário na cidade está suspenso. Não foram registradas vítimas fatais.

Explosões foram ouvidas em Kiev e há um possível ataque à estação de eletricidade da cidade, em uma tentativa russa de deixar a capital no escuro.

Prefeito de Kiev confirma 5 grandes explosões perto de estação de energia

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou na sexta-feira (25) cinco grandes explosões perto de uma estação de energia, que fica no norte da cidade.

De acordo com o presidente ucraniano, várias cidades estão sob ataque dos russos e pediu atenção especial à capital. As sirenes que alertam sobre ataques aéreos soaram oito vezes em Kiev antes do ataque. Os barulhos de bombas e de tiros são cada vez mais frequentes. As batalhas estão cada vez mais próximas do coração da cidade. É uma guerra que está atingindo cada vez mais a população civil do país.

Ainda na noite de sexta, a Rússia alegou que tomou Melitopol, uma cidade de 150 mil habitantes que fica no leste do território ucraniano. 

Informações do SBT News