Junho será mais seco que o comum na maioria das regiões do país; veja previsão

A não ser pela chuva de 200 milímetros em poucas horas, que causou alagamentos, deslizamentos de terra e, infelizmente, centenas de mortes em Pernambuco, o outono não foi tão diferente do comum no Brasil. Mesmo com influência do La Niña. O fenômeno, geralmente, faz chover muito mais no nordeste e bem menos no sul. Enfim, o La Niña está perdendo força, segundo a meteorologia.

Junho deve ser de clima ameno, com poucos extremos. Claro que o fator aquecimento global pode provocar surpresas. No dia 21, exatamente às 00h32, no horário de Brasília, começa o inverno. Confira como deve ser por regiões, de acordo com a ClimaTempo:

Região sul

Previsões de uma onda de frio na primeira semana e outra em meados do mês. Nesses períodos há risco para geadas nos pontos mais altos dos três estados. As temperaturas máximas ficam abaixo da média nesses dias.
 
A chuva ficará abaixo da média sobre a maioria das áreas. Porém, não significa que não vai chover. Observa-se umidade sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná. Mas somente em algumas áreas dos estados.

A chuva só deve ficar acima da média em áreas do centro e do norte do Rio Grande do Sul, incluindo a Grande Porto Alegre, parte do oeste e sul de Santa Catarina e em pequenas áreas no sul do Paraná.

Em números, a chuva pode chegar aos 100mm nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no sudoeste e no sul do Paraná. 

As áreas que receberão menos chuva serão as faixas norte e noroeste do Paraná e campanha gaúcha. Na primeira quinzena do mês, a chuva mais volumosa ficará concentrada sobre o Rio Grande do Sul; na segunda quinzena, os estados de Santa Catarina e Paraná devem receber os maiores volumes. 

Região sudeste

Na maioria das áreas do sudeste, pelos cálculos do Instituto Nacional de Meteorologia, a média normal de chuva em junho não supera os 40 mm. No litoral do Rio de Janeiro, litoral do Espírito Santo, sul de Minas e centro de São Paulo, esta média deve chegar a 50 mm.

As maiores médias de precipitação ficam entre 80 mm e 100 mm no sul de São Paulo, chegando a 140 mm no litoral sul paulista. No centro-norte e oeste de São Paulo, a tendência é de pouca ou quase nenhuma chuva em junho. 

Em uma média geral, a chuva ficará dentro ou abaixo da média em praticamente todas as áreas do sudeste do país. Quanto ao frio, há previsão de resfriamento acentuado em alguns dias, mas não deve avançar pelo interior. Com um número elevado de dias de muito sol, junho terminará com temperaturas acima da média na região sudeste.

Região centro-oeste

O clima seco persiste sobre a região centro-oeste. As médias de chuva não passam dos 20 mm na maioria das áreas. Os maiores volumes médios variam de 50 mm a 100 mm no centro-sul de Mato Grosso do Sul.

A passagem de uma frente fria no começo da segunda quinzena de junho poderá trazer chuva para áreas do Mato Grosso do Sul e sul de Goiás. Para o fim do mês de junho, a tendência é que áreas de instabilidades sejam observadas em alguns locais de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás e com acumulados pontualmente elevados, para os padrões de junho.

Com relação à temperatura, algumas madrugadas serão mais frias do que o normal em áreas do leste do Mato Grosso, em Goiás e no Distrito Federal. O risco para geada no sul do Mato Grosso do Sul é relativamente baixo.

Região nordeste

Os maiores acumulados de chuva ficam concentrados no norte do Maranhão e entre o o sul e o leste da Bahia, além do Rio Grande do Norte. Por outro lado, praticamente não chove no interior da região. O tempo seco também vai predominar no interior do Maranhão, do Piauí, no centro-oeste da Bahia, no Ceará e oeste de Pernambuco.

A temperatura ficará acima da média, apesar de algumas madrugadas frias especialmente nas áreas elevadas da Bahia e de Pernambuco.

Região norte

Aos poucos, a chuva diminui no Norte. Poucas áreas terão chuva acima da sua média, como é o caso do centro-norte de Roraima, do Amapá e em áreas do leste e nordeste do Pará. Para o Tocantins, a previsão é de tempo seco.

As friagens devem alcançar Rondônia, Acre e o sudoeste do Amazonas em meados de junho. Mas na maior parte da região norte, o calorão predomina, como normalmente ocorre nesta época do ano.

Informações de SBT News