Mulher que jogou o filho recém-nascido no lixo diz que gravidez foi indesejada

Uma funcionária do governo de São Paulo vai responder por infanticídio. Ela é suspeita de deixar o filho recém-nascido morrer e jogar o corpo no lixo.

Imagem do circuito de segurança mostra que a mulher, acompanhada dos dois filhos adolescentes, vai ao depósito de lixo do condomínio onde mora, abre um dos cestos e joga uma sacola fora. Na sacola não havia lixo e, sim, uma caixa de sapatos com o corpo de um bebê recém-nascido.

O faxineiro do prédio, separando materiais recicláveis, encontrou a criança e avisou o zelador, que chamou a polícia. O vídeo ajudou os investigadores a identificar Thais Domingues Dias, de 37 anos. A mulher é assessora do governo de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes.

Thaís foi presa em flagrante e contou à polícia que escondeu a gravidez porque era indesejada e fruto de uma relação com um ex-colega de trabalho. Ela também afirmou que deu à luz no próprio apartamento e que a criança faleceu devido a problemas respiratórios. Apesar de não ter procurado ajuda, diz que prestou socorro ao filho.

De acordo com o depoimento de Thaís à polícia, o bebê estava sem vida ao ser colocado na caixa de sapatos. Ele morreu sem ter assistência médica adequada, sem ser registrado e sem sequer ter um nome.

A Justiça concedeu liberdade provisória à mulher, que vai responder pelo crime de infanticídio e pode ter como atenuante o quadro clínico de depressão pós-parto. A pena, nesses casos, é de dois a seis anos de prisão.

O advogado de Thais Domingues Dias disse que a cliente está internada e só vai se manifestar quando receber alta.

Informações de SBT News