No Brasil, 28 mil toneladas de remédios vão anualmente para o lixo

No Brasil, a cada ano, 28 mil toneladas de remédios vão parar no lixo, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com a pandemia e o aumento do consumo de medicamentos, o volume de descarte cresceu ainda mais.

Somente na capital paulista, a quantidade de medicamentos que vai parar no lixo subiu mais de 10% desde o início da pandemia da covid-19, conforme informa a agência reguladora da prefeitura de São Paulo.

A corretora de imóveis Tatiany Cristina Corrêa tem sacolas cheias de remédios fora do prazo de validade. Com isso, ela decidiu levar as sobras até a farmácia para fazer o descarte correto. “Eu juntava tudo dentro da sacola e jogava no lixo normal ou no lixo da cozinha, do banheiro?”.

E esse erro — de fazer o descarte errado de medicamentos — é cometido por grande parte dos brasileiros. Isso acaba acarretando em problema ambiental. É o que explica a coordenadora de resíduos da SP Regula, Tawani Ribeiro Nunes.

“A contaminação do solo também pode causar uma contaminação no lençol freático.”

“Como esses remédios não têm nenhum tratamento, eles vão ser destinados diretamente no aterro sanitário. Consequentemente, vão contaminar o solo”, explica a especialista. “A contaminação do solo também pode causar uma contaminação no lençol freático. Por isso que não é o descarte correto”, complementa Tawani.

Onde deixar os remédios que iriam para o lixo

Os medicamentos podem ser deixados nas farmácias ou em unidades básicas de saúde (UBS). Nesses postos de coleta tem o chamado sistema de logística reversa, que faz com que os produtos cheguem de volta ao fabricante, que cuida do descarte correto. Os remédios são incinerados, para que somente as cinzas sejam jogadas nos aterros, sem provocar risco de contaminação.

“Não quero prejudicar o meio ambiente.”

Diante disso, Tatiany Cristina Corrêa sabe que vai precisar mudar o seu hábito em relação aos remédios que acabam vencendo. “Agora, só vou descartar na farmácia. Não quero prejudicar o meio ambiente”, promete a corretora de imóveis entrevistada pelo SBT Brasil.

Informações de SBT News