Pelo menos 596 civis morreram por causa da guerra na Ucrânia, diz ONU

A guerra na Ucrânia provocou a morte de pelo menos 596 civis e deixou outros 1.067 feridos, de 24 de fevereiro a este sábado (12), segundo dados do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos divulgados neste domingo (13) pela ONU.

De acordo com a entidade, a maioria das mortes no conflito “foi causada por armas explosivas com uma ampla área de impacto, incluindo artilharia pesada e sistemas de foguetes de lançamento múltiplo, bem como mísseis e ataques aéreos”.

O relatório, do Escritório, cujos dados foram divulgados nesta data aponta que, segundo a Procuradoria-Geral da Ucrânia, até as 9h (horário local) de hoje, 85 crianças morreram e mais de 100 ficaram feridas por causa da guerra. Porém, diz a ONU, o Escritório “acredita que os números reais são consideravelmente maiores, principalmente em território controlado pelo governo e especialmente nos últimos dias, pois o recebimento de informações de alguns locais onde ocorreram intensas hostilidades foi atrasado e muitos relatórios estão faltando”.

Entre esses locais, estão, por exemplo, Izium, em Kharkiv, Mariupol e Volnovakha, em Donetsk, onde, afirma o Escritório, existem relatos de centenas de vítimas civis. Ainda neste domingo, em comunicado conjunto, autoridades do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) pediram “o fim imediato de todos os ataques à saúde na Ucrânia”. “Esses ataques horríveis estão matando e ferindo gravemente pacientes e profissionais de saúde, destruindo a infraestrutura vital de saúde e forçando milhares de pessoas a renunciar ao acesso aos serviços de saúde. Apesar das necessidades catastróficas”, completaram. As agências da ONU classificaram como “um ato de crueldade desmedida” atacar propositalmente os mais vulneráveis, como bebês e crianças.

De acordo com a OMS, desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, houve 31 ataques contra locais ligados à área da saúde. A ONU acrescenta que, desde o início da guerra, houve mais de 4,3 mil nascimentos no território ucraniano e que 80 mil mulheres uncranianas no país “devem dar à luz nos próximos três meses, enquanto oxigênio e outros suprimentos médicos, incluindo os necessários para tratar complicações da gravidez, estão perigosamente baixos”.

Informações de SBT News