Acusado de matar motorista de aplicativo em suposto desacerto por drogas senta no banco dos réus

Igor Henrique da Silva Rodrigues será julgado nesta segunda-feira (28), às 13:30, no Tribunal do Júri, em Curitiba. Ele é apontado como autor da morte do motorista de aplicativo, Anderson Braz de Morais de 33 anos, que teve o corpo carbonizado e pode ter sido assassinado após um desacerto relacionado às drogas.

Na época do crime, segundo a polícia, a vítima saiu de casa de um Chevrolet Ônix e foi encontrada carbonizada, no bairro Fanny, na região sul da capital. Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que o automóvel de Anderson era alugado e que ele emprestava para criminosos praticarem roubos.

Quando o carro passou a ficar muito visado, de acordo com a polícia, os indivíduos pediram para que o motorista de aplicativo o devolvesse para a locadora e não o usasse mais para que não fossem descobertos. A vítima teria se negado a fazer o que pediram, razão pela qual motivou uma discussão e, posteriormente, a morte do motorista.

“Ele era usuário de entorpecentes e até iria ser internado pela família para tratamento”, disse o delegado Thiago Nóbrega, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em entrevista à Rede Massa, no dia 5 de março de 2020.

O Massa News abre espaço à defesa do acusado.

Investigações

No dia 14 de março, a Polícia Civil realizou buscas em endereços relacionados ao suspeito. Em uma das residências, situada no bairro Parolin, foram encontradas 120 pedras de crack e um simulacro de pistola. A irmã do suspeito de 26 anos foi presa em flagrante por tráfico de drogas. 

Conforme apurado, o suspeito teria sido o responsável por fazer a desova do carro e corpo da vítima, bem como por atear fogo em Morais. As investigações apontam ainda a participação de outras três pessoas. A PCPR trabalha fortemente para identificá-las.