“Ainda estou anestesiada”, diz vendedora que foi estuprada em Curitiba

A Polícia Civil já tem um suspeito de ter estuprado uma vendedora em Curitiba no último fim de semana. O homem ainda não foi encontrado e a polícia ainda precisa da ajuda da população para localizar o criminoso. O crime aconteceu no bairro Mercês, na capital paranaense, em uma loja de roupas.

De acordo com a delegada Vanessa Alice, responsável pela investigação do caso, “já estamos com forte suspeito na investigação (…) Vamos pedir a prisão desse suspeito para a conclusão das investigações e será feito um novo auto de reconhecimento, desta vez pessoalmente, assim que ele estiver preso”. A polícia segue em busca do homem que foi filmado momentos antes de invadir a loja e cometer o crime.

Ainda segundo a delegada, o criminoso também roubou dinheiro da loja, mas seu objetivo não era conseguir dinheiro. “A intenção primordial do autor seria a violência sexual, e não o crime de roubo. O roubo foi só uma consequência da primeira intenção dele”, esclarece. Ela ainda explica que o suspeito precisa ser preso para que a vítima faça o reconhecimento pessoalmente, e não apenas por fotos.

O criminoso foi filmado por câmeras de segurança nas imediações da loja onde o crime foi cometido. Para a polícia, ele estava analisando o local e verificando se a vítima estava sozinha no estabelecimento comercial e procurando a melhor oportunidade de cometer o crime.

As denúncias podem ser feitas pelos telefones 181, 190 e 197 – o anonimato é garantido.

“Acredito que ainda estou anestesiada”, diz vítima

Divulgação/Polícia Civil

A mulher que foi vítima da violência sexual conta que estava prestando atenção no computador quando foi rendida pelo estuprador. “Quando olhei pra frente, ele já estava com a arma apontando pra minha cabeça e começou a gritar ‘passa a carteira’”, relembra. A jovem conta ainda que entregou todo o dinheiro do caixa para o bandido, mas ele obrigou a mulher a ir até os fundos da loja.

“Ele entrou comigo num miniescritório e mandou encostar na parede, daí ele falou ‘só vou passar a mão em você’ e eu comecei a pedir ‘moço, pelo amor de Deus não faz isso’”, relata a vítima. “Ele começou a passar a mão e se esfregar em mim, aí ele pediu pra eu abaixar minha roupa e falei que não ia fazer, nisso ele mesmo foi lá, abaixou e começou a praticar as coisas comigo”, resume a jovem.

Embora tenha sido vítima de um crime brutal, a mulher ainda encontra forças para falar com a imprensa e relatar o drama. “Acredito que ainda estou anestesiada e não tenho muita reação, mas graças a Deus é ele que tem me sustentado, e estou tendo bastante força pra reagir. Agora eu quero que ele seja encontrado, meu maior sentimento é de indignação e raiva”, complementa a vítima.