Condenado a 18 anos de prisão jovem que matou motorista de aplicativo carbonizado

O réu, Igor Henrique da Silva Rodrigues de 24 anos, foi julgado e condenado pela morte do motorista de aplicativo, Anderson Braz de Morais, de 33 anos, que foi carbonizado dentro de um carro, em março de 2020, na Vila Fanny, em Curitiba. Após oito horas da julgamento, o acusado recebeu a sentença: 18 anos de prisão em regime fechado.

O julgamento terminou por volta das 21h30, no Tribunal do Júri, em Curitiba. Por unanimidade, os jurados acataram a denúncia do Ministério Público e entenderam que Igor é culpado pela morte de Anderson, que saiu de casa em veículo Chevrolet Ônix e não foi mais localizado pela família. Horas depois, veio a confirmação de que o carro dele havia sido encontrado em chamas e o corpo da vítima carbonizado.

Na época dos fatos, o ‘Bolha’, como era conhecido, só foi preso um mês depois do dia do crime após ser flagrado por câmeras de segurança da região. Ele chegou a assumir a autoria, mas para os advogados de defesa, o acusado confessou sozinho porque estava com medo.

O caso

O motorista de aplicativo, Anderson Braz de Morais, era usuário de drogas e morreu após uma desavença com traficantes. Segundo a polícia, o crime aconteceu na esquia da Rua Coronel Izaltino Pinho com a Avenida Henry Ford, na Vila Fanny, em Curitiba.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que o automóvel de Anderson era alugado e que ele emprestava para criminosos praticarem roubos. Quando o Ônix passou a ficar visado, de acordo com a polícia, os indivíduos pediram para que o motorista de aplicativo devolvesse para a locadora e não o usasse mais para que não fossem descobertos. A vítima teria se negado a fazer o que pediram, razão pela qual motivou uma discussão e, posteriormente, a morte do motorista.