Família encontra saco de roupas no lugar de corpo de bebê durante velório

Uma família do município de Turvo, na região central do Paraná, passou por uma situação aterrorizante. Na hora de sepultar uma bebê, eles perceberam que o corpo da criança não estava no caixão. O caso ganhou repercussão a partir de um vídeo publicado por familiares mostrando que havia um saco com peças de roupas no lugar do corpinho da criança.

Lucélia Costa da Rosa deu à luz na manhã de domingo (24) a uma bebê prematura de seis meses no Instituto Virmond, em Guarapuava. A criança não resistiu e morreu na noite de segunda-feira (25). A tragédia abalou toda a família, mas o drama estava apenas começando.

Quando chegaram no velório e abriram o caixão para se despedir da bebê, eles descobriram que o corpo da criança não estava ali. A cerimônia acontecia na localidade rural de Quatro Passos, no interior de Turvo. A família só percebeu que o cadáver da criança não estava no caixão porque a irmãzinha dela, de quatro anos de idade, queria ver o rostinho da irmã.

Eles abriram a tampa do caixão e encontraram um saco com uma calça e uma calcinha. Lucélia ainda garante que o funcionário da funerária que prestou atendimento a ela não deixou que o caixão fosse aberto antes. Ainda durante a noite de segunda, os envolvidos se reuniram com a família para tentar dar uma explicação, mas houve bate-boca e trocas de acusações.

A direção do hospital onde houve o parto e a morte da criança argumenta que a funerária cometeu o erro quando foi buscar o corpo no necrotério da instituição. Michel Cunha, diretor do Instituto Virmond, garante que o protocolo interno foi seguido corretamente. Já o agente funerário assegura que seguiu todos os trâmites para a liberação do corpo e acusa o hospital de não seguir o procedimento padrão que ele está acostumado a ver.

Já durante a noite, o corpo da bebê foi liberado para o velório e foi sepultado na manhã desta terça-feira (26). Um boletim de ocorrência foi registrado e a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso e apurar as responsabilidades de cada parte envolvida no caso.

Colaboração Noeli Almeida/Rede Massa.