Gaeco investiga crimes cometidos contra comunidade cigana em Curitiba

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio do Batalhão de Polícia de Choque da Polícia Militar e da Corregedoria da Polícia Civil, deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Nômade, que apura a prática de diversos crimes contra integrantes da comunidade cigana de Curitiba. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão – expedidos pela 7ª Vara Criminal de Curitiba – nas casas de pessoas investigadas.

De acordo com relatos prestados ao MPPR, o principal suspeito – um homem cigano que se autodenomina Sheriff –, em conjunto com os filhos e outras pessoas, teria se associado a alguns policiais, numa atuação típica de milícia, praticando extorsões, fazendo ameaças de prisão e até atos mais violentos, como disparos de arma de fogo e danos a veículos. Um dos fatos investigados é um incêndio supostamente criminoso em abril de 2021 na casa de um desafeto do chefe do grupo, em Campo Largo.

Os crimes apurados pelo Gaeco podem caracterizar associação criminosa, ameaça, disparo de arma de fogo, dano qualificado, denunciação caluniosa e incêndio.