Há quase um ano sem trabalhar, motoristas de vans buscam alternativas

No último final de semana, a Prefeitura de Londrina prorrogou mais uma vez o retorno das atividades escolares na cidade.

Segundo o prefeito Marcelo Belinati a situação da COVID-19 em Londrina ainda é alarmante: “São 200 mil alunos em Londrina, da educação infantil até o ensino superior, imagina 200 mil pessoas dentro da sala de aula trancado no mesmo lugar junto o que que vai acontecer com a transmissão da doença, gente.”

Para os proprietários de transportes escolares em Londrina a situação está cada vez mais difícil, pois a classe está parada desde o início da pandemia.

“Nossa renda caiu a zero, nosso faturamento, e aí muitos de nossos amigos tiveram que vender os carros para poder sobreviver. Nossa situação tá bem complicada e nós tínhamos a esperança de que esse ano as coisas aos poucos iam voltar, mas temos visto que não vamos conseguir retornar ainda esse ano né.” 

No início de 2020, eram 109 cadastros regularizados para o transporte escolar e 145 carros, mas este número pode ter diminuído devido à crise no setor de transportes escolares durante a pandemia.

A Poliane Cabral precisou mudar de ramo e hoje trabalha como assistente virtual e a família precisou vender parte da frota para o sustento: “Nós temos três Vans e ficou somente uma e assim dentro de Londrina a gente também não consegue vender, a gente teve que vender fora.” 

Os trabalhadores pedem atenção das entidades para o problema que vem enfrentando, seu Marcelo trabalha 26 anos com transporte escolar e também busca por soluções: “Seria uma autorização para que pudesse fazer algum trabalho com a van, porque a van é destinada apenas para transporte escolar você não pode fazer nada com ela, então a gente queria uma autorização que fizesse uma lotação, um trabalho alternativo, que esses pais que precisam do seu trabalho possa levar a renda para sua casa.” 


Eles pedem o retorno das aulas com segurança: “Porque nós precisamos das crianças e precisamos das crianças saudáveis que criança doente não vai para escola, criança doente não entra na van escolar, então nós queremos sim, que a vacinação chega até os professores em primeira mão sabe, para que seja um retorno do seguro mesmo para as crianças.”