Jovem que sumiu após entrevista de emprego morre com queimaduras e lesões no pescoço

A Polícia Civil já tem algumas linhas de investigação para apurar o que aconteceu com a jovem Larissa Ferreira da Costa, de 20 anos, que morreu no início dessa semana depois de ser encontrada com ferimentos no pescoço e boa parte do corpo queimado. A jovem saiu de casa, em Campo Magro (região metropolitana de Curitiba) para uma entrevista de emprego, desapareceu durante várias e foi encontrada ferida e debilitada num ponto de ônibus.

A jovem saiu de casa na manhã do último sábado (11) para fazer uma entrevista de emprego na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Ela chegou a mandar mensagens para a mãe dizendo que tinha ido bem no processo seletivo e que pretendia ficar na capital durante a tarde para passear. No entanto, ela não deu mais notícias à família e foi encontrada apenas no dia seguinte com lesões no pescoço e o corpo bastante queimado.

A família dela recebeu uma ligação do Hospital Evangélico informando que uma moça com as características de Larissa tinha sido internada. Os pais dela confirmaram que a paciente era mesmo a jovem e, horas depois, ela não resistiu à gravidade das lesões e morreu durante a madrugada de domingo (12).

A delegada Camila Cecconello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que os investigadores montaram uma força-tarefa com várias unidades para investigar homicídios em toda a região metropolitana de Curitiba, e o caso de Larissa já está entre eles. “A DHPP está auxiliando nessa investigação e queremos pedir informações sobre a motivação do crime, ou sobre quem se encontrou com ela pela última vez”, comenta a delegada.

Ela comenta que existem algumas linhas de investigação em andamento e, em uma delas, a polícia apura se a jovem marcou um encontro por meio do aplicativo Tinder. “Uma linha forte é essa de que ela tinha marcado um encontro, por isso a importância de contar com a colaboração dos amigos, de quem sabia da rotina dela, para que denuncie anonimamente para chegarmos a possíveis suspeitos”, completa.

As denúncias podem ser feitas pelos telefones 181, 190 ou 197, ou ainda diretamente ao setor de Inteligência da DHPP pelo telefone 0800 643 1121.