Júri decide condenar caminhoneiro a 14 anos de prisão pela morte de travesti no Paraná

O caminhoneiro, Murilo Eduardo Rolemberg Guimarães, de 47 anos, réu pela morte da travesti Patrícia dos Santos, de 24 anos, foi condenado a 14 anos de prisão, no Fórum Criminal de Sarandi, na região metropolitana de Maringá. Ele participou do júri por videoconferência e deve responder por homicídio qualificado em regime fechado.

Durante o julgamento, foram ouvidas testemunhas de defesa e também policiais que investigaram o crime, no dia 30 de março de 2019, quando a vítima foi atropelada de forma proposital. Na época, o caminhoneiro chegou a negar envolvimento no homicídio, que ocorreu após um programa amoroso entre os dois. Imagens de câmeras de segurança comprovaram que Murilo deixou a vítima agonizando e fugiu do local sem prestar socorro.

No mês seguinte, a Polícia Civil encontrou o caminhoneiro, que estava escondido na cidade de Itororó, na Bahia. Ele já estava hospedado em uma pousada, quando recebeu voz de prisão. A Justiça não autorizou a transferência do acusado para o Paraná e ele deve cumprir a pena na região nordeste do país.

O crime

Patrícia Santos foi atropelada e morta, na madrugada do dia 30 de março de 2019, em Sarandi, na região noroeste do Paraná. O caminhoneiro responsável pelo crime havia contratado a vítima para um programa amoroso, mas os dois teriam discutido, quando o crime aconteceu.

Uma testemunha escutou um forte barulho e, quando saiu para ver o que ocorreu encontrou a travesti morta. O responsável pelo crime fugiu e foi identificado por câmeras de segurança.

(Foto: Arquivo/Rede Massa)