Bolsonaro liga para irmãos de guarda municipal morto em Foz do Iguaçu

(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro, pré-candidato à reeleição, conversou por telefone com familiares de Marcelo Arruda, morto a tiros no último sábado em Foz do Iguaçu por um apoiador do presidente, e disse que a esquerda politizou o crime para desgastar o governo.

Arruda, quer era guarda municipal, foi morto pelo policial penal Jorge Guaranho na noite de sábado durante a comemoração de seu aniversário de 50 anos. Arruda era tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu e foi candidato a vice-prefeito em 2020.

Bolsonaro conversou com irmãos do guarda municipal morto por meio de chamada de vídeo e convidou familiares a irem a Brasília para uma entrevista coletiva na qual relatariam o que aconteceu, de acordo com vídeo do encontro registrado pelo deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), divulgado por veículos de comunicação.

“A esquerda politizou o negócio”, disse Bolsonaro na chamada de vídeo intermediada pelo parlamentar.

“A possível vinda de vocês a Brasília, se concordarem, qual é a ideia? É ter uma coletiva de imprensa para falar o que aconteceu… eu faria isso para vocês terem a imprensa na frente de vocês para mostrar o que aconteceu”, acrescentou. Na conversa, Bolsonaro disse também que a imprensa busca desgastar seu governo.

Na segunda-feira, a equipe da pré-campanha do presidente avaliava que a resposta de Bolsonaro ao episódio tinha sido ruim e que não agregava novos apoios, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

A avaliação era que Bolsonaro demorou a se manifestar sobre o crime, minimizou o assassinato do homem por um de seus apoiadores, não se solidarizou com a vítima e, apesar de ter defendido a apuração séria do caso, aproveitou o episódio para atacar opositores.