Família confirma que jovem estava ajudando a desovar corpos, mas nega confronto com a PM

A família de Israel Vieira do Prado, 22 anos, contesta a maneira que ele morreu. No dia 12 de outubro, o jovem foi morto durante uma abordagem policial, na qual ele teria, supostamente, reagido. Entretanto, a família não acredita nessa versão.

No momento da abordagem Israel estava em um Fiat|Palio, andando pela Rodovia dos Minérios, em Almirante Tamandaré. O jovem estava indo desovar dois corpos, que estavam no veículo.

Entretanto, antes de jogar os corpos, ele foi abordado pela polícia. De acordo com o boletim de ocorrência da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), o jovem saiu do carro com uma arma na mão e, por isso, teria sido baleado. No entanto, a família diz que ele não estava armado.

De acordo com Eliseu, o pai de Israel, o jovem não teve nada a ver com os assassinatos. As duas pessoas que morreram são um homem e sua esposa. Conhecido como Jota, o homem é apontado como um traficante de drogas. Segundo Eliseu, Jota aterrorizava a região e obrigava jovens a traficar para ele.

“Um elemento maldoso, sem caráter e sem piedade”, comenta Eliseu sobre Jota.

Segundo o pai de Israel, no momento em que o filho viu quem eram os mortos, ele disse para o atirador que ajudaria a desovar os corpos.

No dia 12, Jota teria ameaçado algumas pessoas por volta das 16h30. A polícia foi acionada por conta de tiros na região. Por volta das 22h30, houve uma nova troca de tiros e, novamente, os policiais foram chamados.

Ao chegar para atender a ocorrência, a Rotam encontrou o Pálio, carro de Jota, na Rodovia dos Minérios. Por conta disso, a família acredita que Israel tenha sido confundido com o traficante.

A família de Israel pede por justiça. O caso continua sendo investigado.