Mulher trans tem cabelo raspado após ser presa no Paraná

Uma mulher transexual foi presa em Arapongas, Paraná, teve seu cabelo raspado e foi colocada na Cadeia Pública com outros homens. A suspeita é que ela tenha cometido um furto que ocorreu no dia 4 de abril.

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) denunciou “a violação dos direitos das pessoas trans” nas redes sociais. “Esse tipo de situação além de inaceitável e desumana, viola os direitos humanos previstos em todas as convenções sobre os direitos da população LGBTQIA+ no sistema prisional”, alertou.

A organização irá apresentar a reclamação com a Corregedoria do Poder Judiciário,  “exigindo respostas efetivas, ações para responsabilizar aqueles violaram o direito da moça, e garantir que não volte a acontecer”.

Renata Borges, ativista dos direitos LGBTQI+, protestou em suas redes sociais:  “Tal barbaridade ocorreu violando a identidade de gênero da mulher”. Ela acrescentou que as medidas ferem a portaria do Departamento de Polícia Penal do Paraná (DEPPEN).

A ativista destacou no regulamento que o tratamento para pessoas trans autoriza “o uso de roupas femininas ou masculinas, conforme o gênero, e a manutenção de cabelos compridos, maquiagem e tintura de cabelo, garantindo seus caracteres secundários de acordo com sua identidade de gênero”.

A Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR), conforme entrevista dada pelo Estadão, vai apurar as informações e acompanhar através do Núcleo de Política Criminal e Execução Penal (Nupep).

Conforme o Nupep, a transferência da mulher será feita hoje (14) para a Cadeia Pública de Rio Branco do Sul, Paraná. O espaço é para receber pessoas LGBTQI+ privadas de liberdade.

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná pediu para contatar o Departamento de Polícia Penal do Paraná sobre esse caso, que não retornou a reportagem do Estadão.

Com informações do Estadão.