Voluntário há 27 anos, artista de Campo Largo faz projetos sociais voltados para crianças

Toto Lopes, campo-larguense de 42 anos, iniciou sua trajetória como artista voluntário por volta dos 16 anos. “Já fui palhaço, Papai Noel, arrecadei brinquedos, dei palestras em escolas. Se for contar tudo, dá uma vida”, relembra ele, que também já ministrou oficinas de artes plásticas em projetos sociais na Região Metropolitana de Curitiba para diversos públicos e faixas etárias.

Atualmente, Toto, que conquistou reconhecimento por sua relevante atuação social, conta com dois projetos em andamento: o Medicando Alegria, desenvolvido no Hospital Waldemar Monastier, e o Fazendo Arte, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Jardim Meliane.

“Meu maior exemplo foi meu pai, que era Papai Noel voluntário. Eu o via pegando a sua bicicleta e indo nas casas das pessoas. Eu tive uma infância difícil, fui menino de projeto, por isso, hoje retribuo tudo. Ao longo dos anos, nunca perdi esse espírito solidário, participando de vários grupos voluntários. Hoje, faço as minhas ações solidárias usando a minha arte”, conta ele, que também já coloriu pontos estratégicos de Campo Largo sem cobrar nada em troca.

Medicando alegria

Localizado no bairro Bom Jesus de Campo Largo, o Hospital Infantil Waldemar Monastier recebe crianças de diferentes lugares do Paraná. Muitas delas percorrem longas viagens em busca de tratamento. Pela vivência neste ambiente hospitalar (desde 2009), Toto sentiu a necessidade de levar um pouco de alegria e descontração durante as semanas dos pacientes e seus familiares, já que o trabalho voluntário é mais comum aos fins de semana.

“Percebi o quanto o trabalho lúdico e de brincadeiras faz falta no dia a dia. Há muitos voluntários aos sábados e domingos, mas durante a semana, quando o fluxo de pacientes é maior, não havia uma rotina de diversão. E é esse o nosso objetivo com o projeto: levar alegria para auxiliar no tratamento de todos os pacientes e familiares, e a descontração para os funcionários da unidade hospitalar”, explica ele, que idealizou o Medicando Alegria há três anos.

O projeto, que teve suas atividades paralisadas pelas condições impostas pelo cenário da pandemia do coronavírus, foi retomado em fevereiro deste ano. Desde então, conta com uma equipe de artistas que desenvolve programações específicas a cada mês, com apresentações de teatro, contação de histórias, música e circo, que acontecem de segunda a quinta-feira, das 8h30 às 11h30. Em agosto, a temática escolhida foi Cultura Brasileira.

Para seguir com a sua missão, o Medicando Alegria conta com patrocínios, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Atualmente, a patrocinadora oficial é a Roca Brasil Cerâmica, instalada também em Campo Largo. Além disso, são apoiadores do projeto a indústria Cimentos Itambé e a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (FUNEAS).

Cadastro de novos voluntários

O Medicando Alegria, inclusive, está aberto a novos voluntários! Quem quiser participar do cadastramento pode entrar em contato pelo (41) 9 9700-4853 ou [email protected] Além do trabalho presencial, outra forma de ajudar o projeto é através da doação de parte do imposto de renda.

Projeto Fazendo Arte

Toto Lopes idealizou o Fazendo Arte em 2019 e, neste ano, decidiu promover uma segunda edição no mesmo lugar: no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Estação da Cidadania do bairro Jardim Meliane, de Campo Largo. Por meio dela, as crianças têm a oportunidade de produzir obras de arte através do reaproveitamento de materiais.

“Estamos preparando mais uma exposição”, conta ele, que expôs as obras de arte das crianças do projeto, em 2019, no Museu Histórico da cidade. “Além de ser um projeto de inclusão social e cultural, também usamos a arte com sustentabilidade, mostrando para as crianças e adolescentes que podemos construir obras de arte com o que seria descartado”, termina.

O Fazendo Arte acontece todas às terças-feiras, das 8h às 11h, e das 13h às 16h. Desde sua fundação, o projeto conta com o apoio da Companhia de Energia Elétrica de Campo Largo, COCEL, e já atendeu mais de três mil crianças em vulnerabilidade social.