Clube afasta presidente e diretor suspeitos de executarem Ana Paula

Horas depois da prisão de Wagner Cardeal Oganauskas e Marcos Antônio Ramon, suspeitos de executarem Ana Paula Campestrini, o clube do qual eles fazem parte emitiu uma nota comunicando o afastamento de ambos de suas funções. Oganauskas, ex-marido de Ana Paula, era o presidente da Sociedade Morgenau, enquanto Ramon atuava como diretor. Quem assume interinamente a presidência da Sociedade é Cleomir Luis Stella, atual presidente do Conselho Deliberativo.

A nota emitida pelo clube começa prestando condolências aos amigos e familiares de Ana Paula, executada com 14 tiros na manhã de terça-feira (22) em frente ao condomínio para onde havia se mudado recentemente, no bairro Santa Cândida, em Curitiba. “Como primeiro ato, o presidente Cleomir nomeou um Comitê de Emergência para auxiliá-lo no objetivo de lidar com as situações e atividades tão complexas neste momento delicado e sem precedentes”, diz o comunicado.

O documento também expõe que “confia na regular apuração do inquérito vigente e que acredita no legítimo levantamento dos fatos e que ao final a verdade e a justiça prevalecerá”. A nota encerra informando que a Sociedade Morgenau está colaboração com a investigação da Polícia Civil e esclarece que “o clube permanecerá com todas as atividades funcionando de forma plena, visando o bem-estar e a manutenção dos sócios e colabores que dewla dependem para o nosso amado clube”.

Presidente e diretor podem ter armado emboscada, diz polícia

A Polícia Civil revelou mais detalhes sobre o brutal assassinato de Ana Paula Campestrini e os indícios levantados pela polícia indicam que Ana Paula pode ter sido vítima de uma emboscada.

A princípio, Oganauskas teria encomendado a morte da ex-esposa e Ramon teria sido o responsável pela execução, que foi registrada por câmeras de segurança na entrada do condomínio onde a vítima morava há menos de um mês. De acordo com a polícia, uma das possíveis motivações seria a briga pela guarda dos filhos do casal. Ana Paula, inclusive, estaria sendo impedida de ver os filhos, conforme revelou a delegada Tathiana Guzella em participação ao vivo no Tribuna da Massa, da Rede Massa.

Reprodução/Facebook

A delegada revela que Ana Paula foi convidada a fazer uma carteirinha para frequentar esse mesmo clube e, assim, poder ficar mais perto dos filhos. Minutos depois de fazer o cadastro e conseguir a carteirinha, ela voltou para casa e foi assassinada no portão do condomínio. A polícia acredita que ela foi seguida por Ramon desde sua saída do clube até chegar ao novo endereço. Por isso, existe a forte suspeita de que o crime foi premeditado.