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Com chuvas acima da média no Paraná, Saúde alerta para riscos de leptospirose

Redação

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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) fez um alerta para o risco de aumento de casos de leptospirose no Paraná, principalmente em áreas litorâneas, urbanas e rurais. A sinalização acontece com o aumento das chuvas em algumas áreas.

Goto: Gilson Abreu/AEN

A doença, causada pela bactéria leptospira, é comumente encontrada na urina de ratos. Segundo a Sesa, com as chuvas, podem se misturar a água de valetas, lagoas, lamas e até mesmo nos locais com formação de córregos. A penetração da bactéria ocorre pela pele, em pequenos ferimentos ou lesões, ou pela exposição por longos períodos.

Após a infecção, a doença pode ser identificada com a realização de exames laboratoriais, o que deve ocorrer uma semana após o aparecimento dos sintomas. Embora a grande maioria dos casos não apresentem complicações, a doença pode levar à morte se não for tratada de modo correto e precocemente.

Os sintomas da doença são febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na panturrilha, cansaço e calafrios. Dores abdominais, náuseas, vômitos, diarreia e desidratação também são sintomas frequentes.

De 2015 a 2022, o Paraná registrou 2.369 casos de leptospirose. “A prevenção para a doença acontece desde o cuidado ambiental até evitar acúmulo de água ou o contato com água ou lama em locais sem a devida higiene”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Veja as orientações da Sesa para os cuidados com a leptospirose:

  • Não jogar lixo ou objetos nos rios e bueiros, o que represa as águas;
  • Guardar os alimentos em lugares secos e dentro de recipientes fechados;
  • Não usar água de poço ou reservatório inundado antes da desinfecção;
  • Lavar e desinfetar utensílios e a caixa de água;
  • Filtrar e ferver por 15 minutos a água para consumo ou usar hipoclorito de sódio a 2,5% (água sanitária), na seguinte medida: duas gotas para cada litro de água e esperar no mínimo 15 minutos antes de consumir;
  • Não brincar ou nadar em lagos, cavas e córregos nem nas águas de enchente;
  • Evitar contato com água e lama, usando sempre botas e luvas de borracha, ou sacos plásticos amarrados nos pés e nos braços;
  • Inutilizar alimentos naturais ou preparados, assim como medicamentos, que entraram em contato com a água de enchente;
  • Manter os quintais, terrenos baldios públicos ou privados, sempre limpos, evitando acumular entulhos que favoreçam o esconderijo de ratos.

Com informações da Agência Estadual de Notícias

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