Agentes começam vistoria em imóveis para mapear nível de infestação do mosquito da dengue em Curitiba

A Prefeitura de Curitiba começa, nesta quarta-feira (21), a pesquisar o nível de infestação do mosquito Aedes aegypti em todos os bairros da cidade. Os agentes de combate a endemias da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) vão vistoriar imóveis para identificar possíveis criadouros do mosquito, que transmite dengue, zika e chikungunya.

“Nós pedimos a ajuda dos moradores: fiquem atentos à identificação do agente, confiram o crachá e acompanhem a vistoria no imóvel”, recomenda a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

Os agentes de endemia da SMS usam camiseta azul clara, boné, calça e jaqueta azul marinho. Todas as peças, assim como o crachá de identificação, levam a logomarca da Prefeitura. Eles não usam jalecos brancos.

Estão previstas visitas em 21,3 mil residências, comércios e terrenos baldios para a pesquisa, chamada de Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). As visitas consistem em buscas de possíveis criadouros, coleta de amostras, eliminação de focos e orientações sobre o controle do mosquito.

Em caso de dúvida, é possível pedir a identificação do profissional e ligar para o 156 para checar se ele é um agente de endemias. A Central 156 tem a lista de todos os profissionais.

Metodologia nacional

Os locais a serem visitados são definidos por sorteio, dentro de uma metodologia aplicada em todo o país, conforme a densidade populacional e o número de imóveis de cada município.

“O mapeamento mostra onde e como a infestação se distribui pela cidade, o que colabora para as estratégias de combate ao mosquito em áreas críticas”, afirma a coordenadora do Programa Municipal de Controle do Aedes, Tatiana Faraco.

A metodologia permite identificar focos do mosquito e os principais tipos de criadouros. O LIRAa é uma diretriz do Ministério da Saúde e faz parte da ação Curitiba sem Mosquito, da Prefeitura. A meta é que o índice de infestação se mantenha abaixo de 1%, como é observado desde 2017.

Mais focos

Entre janeiro e agosto foram registrados em Curitiba 1.104 focos do Aedes aegypti em Curitiba; no mesmo período de 2021 foram 346 e no de 2020, 249.

Esse aumento coincide com uma mudança de comportamento da população curitibana nos últimos anos. Por causa dos períodos de estiagem que causaram rodízios no fornecimento de água tratada, muitas pessoas começaram a armazená-la em tambores e minicisternas terrestres sem a devida proteção. Para evitar que esses locais sejam pontos de proliferação do mosquito, é necessário mantê-los tampados ou cobertos por tela. 

Informações da Prefeitura de Curitiba