Curitiba foi a segunda cidade com maior saldo de empregos do País

O mercado de trabalho em Curitiba começou o ano em ritmo acelerado e a capital foi a segunda que mais gerou vagas com carteira assinada no País em janeiro, atrás apenas de São Paulo. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

Curitiba criou 7.288 vagas no primeiro mês do ano. São Paulo gerou 17.430 vagas e Vacaria (RS) ficou em terceiro lugar, com 5.309 vagas.

Os números do emprego na capital paranaense já superam os dados registrados antes da pandemia. Em janeiro de 2020, antes da chegada da covid-19, o saldo havia sido de 6.748 vagas. Em janeiro de 2021, o saldo tinha sido de 5.097 vagas.

O saldo medido pelo Caged é a diferença entre admissões (42.049) e demissões (34.761). Com isso, o estoque de vagas no município fechou janeiro em 727.284 empregos.

Entre os setores, os que mais geraram vagas em Curitiba foram serviços, com 6.822 vagas, construção, 711, e indústria, com 690. O comércio, porém, teve saldo negativo de 963 vagas. Do total de saldo, homens ocuparam 4.092 vagas e as mulheres, 3.196.

Por faixa etária, as vagas foram ocupadas principalmente por pessoas de 18 a 24 anos, com 2.975. Trabalhadores de 30 a 39 anos preencheram 1.633 vagas; de 25 a 29 anos, 1.053; e de 40 a 49 anos, 1.018.

O número consolida o movimento de recuperação, após o impacto da pandemia de covid-19 encolher o mercado de trabalho em todo país, comemora o prefeito Rafael Greca. Curitiba foi responsável por gerar 40% das vagas do Estado no mês (18 mil).

“Os números comprovam que a nossa economia aqui de Curitiba virou a chave da pandemia. Ainda temos desafios, mas vamos em frente com a esperança de dias melhores”, afirmou o prefeito.

Apoio do município

A Prefeitura de Curitiba mantém programas e ações para dar sustentação à retomada da atividade econômica tanto para trabalhadores quanto para empreendedores.

O município criou um fundo de aval, de R$ 10 milhões, com potencial para alavancar até R$ 100 milhões em investimentos por parte das empresas curitibanas.

Para reduzir a burocracia na abertura de negócios, o número de atividades incluídas na lei de liberdade econômica foi ampliado. A lei prevê a dispensa de alguns alvarás para atividades de baixo risco, facilitando o processo. No ano passado, o número de atividades abrangidas pela lei passou de 242 para 545 na capital.

O município também prorrogou o prazo de pagamento de impostos e promoveu um programa de refinanciamento, o Refic-Covid-19, que permitiu o parcelamento de débitos em até 36 meses.

A Prefeitura também vem dando apoio ao setor de eventos, com a utilização de R$ 2,7 milhões para projetos desse segmento e moratória de dívidas, até o fim do ano.

Capacitação

A Prefeitura investe ainda em capacitação para trabalhadores e empreendedores.

Os Liceus de Ofício, da Fundação de Ação Social (FAS), promovem cursos e preparam para o mercado de trabalho quem está em busca de qualificação. Além disso, os Espaços do Empreendedor da Agência Curitiba dão suporte a microempresários e microempreendedores individuais. E o Programa 1ºEmpregotech 2021 oferece qualificação na área de tecnologia com aulas e oficinas.

O Fab Lab Cajuru, laboratório de fabricação por prototipagem, por sua vez, gera novas oportunidades para estudantes, empresas e comunidade, que podem compartilhar conhecimentos e colocar em prática ideias inovadoras.

As informações são da Prefeitura Municipal de Curitiba.