Ex-policial que matou copeira é ouvida no primeiro dia do júri

Começou na tarde desta quinta-feira (26) o júri popular da ex-policial que matou a copeira Rosaira Miranda da Silva, em 2016. Kátia das Graças Belo fazia parte da Polícia Civil na época do crime e foi demitida do cargo após o indiciamento.

A pedido da defesa da réu, o julgamento começou com uma inspeção judicial, onde os jurados foram até o local do crime para analisar o cenário e entender os argumentos dos advogados de defesa.

Kátia foi ouvida já no primeiro dia do júri. Em determinado momento do depoimento, ela alegou que na época do crime, em 2016, passava por um ano difícil, pois o pai havia morrido há pouco tempo e ela enfrentava um processo depressivo. A acusada disse que todos os problemas foram juntando e ela perdeu o controle no dia do crime.

Ainda não há previsão para a conclusão do júri popular.

Morte da copeira

Kátia é acusada de matar Rosaira com um tiro no dia 23 de dezembro de 2016. A vítima participava de uma confraternização de fim de ano e a ex-policial teria se incomodado com o barulho. De dentro de seu apartamento, ela teria atirado na direção do imóvel vizinho, onde ocorria a festa, e o tiro atingiu a copeira na cabeça.

Rosaira chegou a ser socorrida com vida e foi levada ao hospítal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu nove dias depois.

A ex-policial que matou a copeira será julgada por homicídio duplamente qualificado – por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Caso condenada, ela pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

A policial foi exonerada do cargo durante a investigação do caso. Em depoimento, ela alega que se irritou com o barulho da festa ao lado de seu apartamento e disse que atirou apenas para assustar, sem intenção de matar ninguém.