Furtos e roubos arrasta bares e restaurantes de Curitiba a investir em segurança privada

O aumento dos casos de furtos e roubos em bares, restaurantes e casas noturnas de Curitiba e região tem arrastado os empresários dos estabelecimentos a investir em segurança privada. A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) tem recebido ofertas de parcerias de empresas especializadas em treinamento de tiro e monitoramento eletrônico com câmeras anti-furto.

A falta de segurança no setor de gastronomia e entretenimento ganhou destaque nos últimos dias, após a Abrabar fechar uma parceria com o Clube de Tiro Santa Artilharia, garantindo a gratuidade da primeira aula aos associados. A entidade também foi procurada pela EMIVE, empresa que comercializa um kit de monitoramento eletrônico sem custo do equipamento e com ação preventiva.

O acordo, para incentivar os empresários do setor a terem noções básicas de tiro e manuseio de armas de fogo, gerou polêmica. Nesta quarta (25), as forças de segurança do estado e de Curitiba anunciaram o início de uma ação conjunta para melhorar a segurança em regiões da capital com mais estabelecimentos gastronômicos. 

A Operação Garantia vai reunir as polícias Militar e Civil (PM e PC), Guarda Municipal de Curitiba (GM) e Ministério Público (MP). O coronel do Primeiro Comando Regional da PM, Renato de Oliveira Ribas Filho, disse que o patrulhamento será intensificado de quinta a até o domingo em diversos bairros, com atenção especial no centro e o Batel.

Reflexos

De acordo com o presidente da Abrabar, Fábio Aguayo, é muito louvável a iniciativa dos órgãos de segurança do município e do estado. “Queremos que a Operação Garantia seja permanente, por que ela será temporária, não é o tempo todo e só será na área central”, ressaltou.

A maioria dos casos, especialmente de furtos, tem ocorrido durante a madrugada, afirma Aguayo. “Há quanto tempo estamos falando disto? Estamos cansados de medidas paliativas, queremos coisas mais efetivas e duradouras. Não podemos ficar refém só da área central”.

“Precisamos que esta atenção melhor das forças de segurança ocorra em todo o entorno do centro e nos polos turísticos e gastronômicos”, frisou o líder da entidade. Com a insegurança, os empresários do setor têm buscado cada vez mais alternativas próprias para conter os crimes. “E isto acaba aumentando os custos aos estabelecimentos”, concluiu.