Humanização e apoio psicológico é fundamental no tratamento do câncer de mama

A saúde mental e o apoio psicológico já se mostram eficazes no tratamento de várias doenças, entre elas, o câncer de mama. O progresso do tratamento da doença, em geral, vai além de novos recursos terapêuticos e tecnologias. As novas abordagens contemplam acolhimento, qualidade de vida, autonomia das pacientes nas decisões, entre outras questões, o que torna todo o processo um pouco mais leve.

Alguns estudos já comprovam a eficácia desse novo tipo de abordagem, entre eles, um projeto desenvolvido na Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico, unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro. O estudo foi destaque na sessão de pôsteres do Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) 2019. Os dados da pesquisa provam a eficácia da abordagem humanizada na estratégia para garantir que os pacientes de fato cumprissem o tratamento, o que aumenta significativamente os resultados positivos.

Isso mostra que, ao se sentirem compreendidas e com apoio, com o máximo bem-estar possível, elas aderem e respondem melhor ao tratamento, o que contribui para melhores resultados

Neste sentido, a comunicação é um fator de muita atenção do médico, que deve ser bastante claro e ter sensibilidade ao informar o diagnóstico. A relação entre médico e paciente deve ter confiança e acolhimento, por isso é essencial ter uma equipe preparada, e profissionais multidisciplinares, que saibam lidar da melhor forma com esse momento tão delicado de diagnóstico e tratamento.

Adriano Lago, superintendente do Hospital Erasto Gaertner, parceiro do Grupo Massa no projeto Outubro Rosa Ligga, fala sobre o trabalho do hospital nesse sentido. “Nosso trabalho humanizado e acolhedor para os pacientes é garantido durante os 12 meses do ano, mas o Outubro Rosa tem todo um significado relevante para todos nós, pois é quando divulgamos ainda mais as ações e orientações contra essa neoplasia maligna. Durante o período crítico da pandemia, muitos pacientes deixaram de recorrer aos serviços das instituições de saúde e ao exame de mamografia. É o momento de reafirmarmos, como sociedade, o nosso pacto com o cuidado”, finaliza.