Legista aponta que causa da morte de jovem na Pedreira foi afogamento, diz delegada

A causa da morte do estudante Phelipe Francisco Lourenço, de 24 anos, encontrado no lago da Pedreira Paulo Leminski durante a madrugada de domingo (14), pode ter sido afogamento. A informação foi repassada pela delegada Tathiana Guzella, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Phelipe era estudante de Engenharia Mecânica e participou do Festival Muvuca na Pedreira, no sábado (13). Ele chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. 

A organização do evento afirma que, após o festival já ter terminado, o jovem pulou o muro lateral externo do local e se dirigiu a uma área de acesso restrito, onde caiu. Familiares do jovem procuraram a delegacia para registrar um boletim de ocorrência, alegando que o corpo da vítima tinha marcas de agressões e sinais de enforcamento

Segundo a delegada Tathiana Guzella, o médico legista do Instituto Médico Legal (IML) informou à polícia que Phelipe apresentava algumas lesões pelo corpo, mas que elas não teriam capacidade de causar a morte do jovem. Ele teria morrido afogado – causa que consta na declaração de óbito. 

“Em um primeiro momento, não temos indicativos de homicídio nem de suicídio. Nós não descartamos nenhuma hipótese, mas também não descartamos que pode ter acontecido um acidente”, afirma a delegada.

A polícia ainda aguarda o laudo de necropsia, que pode indicar com mais detalhes a causa da morte e também vai trazer o resultado do exame toxicológico. 

Polícia aguarda imagens do evento

Nesta segunda-feira (15), a Polícia Civil ouve os socorristas que resgataram Phelipe, os seguranças da Pedreira Paulo Leminski e os organizadores do evento. A partir de terça (16), os amigos que estiveram com a vítima devem prestar depoimento.

A polícia também aguarda as imagens que mostram o momento em que Phelipe teria ido até o local de acesso restrito. Também serão analisadas imagens do festival, que podem indicar se o rapaz teve alguma discussão durante o evento.

O caso

Conforme relato de testemunhas e da organização do festival, Phelipe foi encontrado por volta das 3 horas dentro do lago da Pedreira, em área onde não havia atividades do festival e onde o acesso do público era proibido.

Ele foi socorrido e levado até a UPA do Boa Vista, mas chegou ao local já sem sinais vitais. Houve tentativa de reanimação, mas ele não resistiu. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde os exames de necropsia poderão determinar a causa da morte.

Para a família, o jovem foi espancado e jogado no lago onde foi encontrado. Eles afirmam que o corpo de Phelipe tem marcas de agressões e sinais de enforcamento. Na manhã de domingo (14), os familiares fizeram um protesto no local, e os responsáveis pela Pedreira Paulo Leminski e Ópera de Arame cancelaram as atividades dos espaços.

A Pedreira afirma que está contribuindo com as autoridades na apuração do caso e que imagens de câmeras de segurança devem ajudar na investigação.