Mutirão contra dengue chega ao Parolin; confira cronograma deste ano

Na quinta-feira (18) começa o mutirão Curitiba sem Mosquito no bairro Parolin, na Regional Portão. É a 12ª etapa da ação realizada pelas secretarias municipais da Saúde e do Meio Ambiente em 2022. O objetivo é evitar criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite as doenças dengue, zyka e chikungunya.

A equipe de agentes de combate às endemias (ACEs) da Regional Portão vai se concentrar nas casas próximas ao Rio Vila Guaíra, uma área de 12 quarteirões.

As próximas regionais a serem visitadas pelo mutirão são: Matriz (5/9 e 6/9), Bairro Novo (19/9 e 20/9) e Santa Felicidade (24/9 e 25/9).

Como funciona

Nesta quinta e sexta-feira (19), os moradores do Parolin serão orientados sobre tipos de materiais que podem ser descartados. A separação pode ser feita no fim de semana.

Na segunda (22) e na terça-feira (23), os caminhões do departamento de Limpeza Pública da Secretaria Municipal do Meio Ambiente passam pela região para recolher os entulhos.

Segundo a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella, a colaboração dos moradores é fundamental para o sucesso do mutirão no Parolin.

“A comunidade tem papel decisivo no controle do vetor, não só porque nos ajuda a monitorar os focos, mas porque precisa manter os cuidados para evitar a proliferação do mosquito”, observa a secretária.

O Curitiba sem Mosquito também já esteve neste ano nas Regionais CIC, Boa Vista, Boqueirão, Tatuquara, Cajuru e Pinheirinho. Só em 2022, foram coletadas mais de 410 toneladas de lixo e entulhos que poderiam acumular água e virar criadouro do Aedes aegypti.

Novos focos

“O nosso objetivo é orientar”, diz a coordenadora do programa municipal de Controle do Aedes de Curitiba, Tatiana Faraco.

De acordo com ela, as ações são necessárias devido ao aumento do número de focos – já são 1.095 no município – e previsão de alta de casos de dengue para o verão, conforme estudo epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). “Hoje, 65% dos focos estão nas residências”, conta Tatiana.

Um dos motivos seria consequência do período de rodízio no abastecimento de água, quando o nível dos reservatórios estava baixo. Muitos moradores passaram a acumular água da chuva em tambores, baldes e outros recipientes, também usados pelos mosquitos como criadouros.

Identificação dos agentes

Além de uniformizados e identificados, os agentes usam os equipamentos recomendados e mantêm as medidas de prevenção do coronavírus. Todos os agentes apresentam crachás que trazem suas credenciais profissionais.

Em caso de dúvida, é possível ligar para o 156 para checar se aquele profissional realmente faz parte da equipe da SMS.

Informações da Prefeitura de Curitiba