Rotina, desafios e aprendizados da paternidade solo

Ser pai solo é ter uma vida de desafios e aprendizados em qualquer esfera social. A falta de uma pessoa para dividir as responsabilidades e o estigma de que os homens não têm capacidade para cuidarem sozinhos dos filhos também mostra um pouco do preconceito que ainda existe nessas situações.

Foi pensando nessas questões que Ton Kohler decidiu migrar para a criação de conteúdo, para mostrar sua rotina a outras famílias que podem passar pelo mesmo caminho. Responsável pelo perfil Papai em Dobro (Instagram e Youtube), ele é o novo colunista do portal Massa News e foi o convidado desta semana para contar um pouco de sua história.

Pai de Mariana, de 5 anos, e Pedro, de 7, ele perdeu a esposa há quatro anos, vítima de um infarto enquanto praticava atividades físicas. Nos seis primeiros meses, ele tentou conciliar o trabalho em uma multinacional com a criação dos filhos, mas decidiu abrir mão da carteira assinada para se dedicar àquilo que mais lhe trazia felicidade: os filhos.

“Comecei falando sobre como contei para as crianças como a mamãe tinha falecido, como era meu dia a dia, o que eu tinha que fazer sendo homem, trabalhando numa multinacional e tendo que cuidar de duas crianças em casa”, relata. Para ele, esse exercício também o ensinou a ser um pai cada vez melhor, “entendendo como a soci4edade foi se organizando em relação à paternidade”.

“Descobri que homens têm que ser mais participativos, que as mulheres têm que deixar mais os homens participarem e que os filhos precisam desse apoio, e como a gente pode educar os filhos para se sentirem mais seguros, confiantes em si, responsáveis, para que a nova geração cresça num ambiente e num mundo mais saudável”, destaca Ton.

Durante o Massa News Entrevista, ele conta que se achava um ótimo pai antes de perder a esposa. “Eu chegava em casa, dava banho nas crianças, fazia comida, limpava a casa, juntava brinquedos, guardava as roupas. Eu era um perfeito executor. O tempo passou e quando eu estava numa multinacional trabalhando e cuidando das crianças, eu descobri que não era esse paizão, eu era um pai comum”, relembra.

Ele justifica esse rótulo dizendo que era um bom executor de tarefas, mas não pensava em detalhes que ficavam com a esposa. “Não sabia se tinha cueca, calcinha e meia nas gavetas, eu mal sabia onde estava a carteirinha de vacinação. Eu não sabia quanto meu filho calçava, não costumava levar as crianças no médico, não sabia se tinha coisa pra fazer lanche para as crianças, não olhava a agenda da escola, eu não sabia se ia ter aniversário do amiguinho, se tinha comprado presente, com que roupa ia”, lista, entre uma infinidade de tarefas mentais que sequer passavam pela cabeça dele antes de se tornar um pai solo.

Para conferir mais detalhes sobre a história dessa família, confira a entrevista completa no canal do Massa News: