Secretaria recomenda atenção com risco de doenças respiratórias em crianças e idosos

Que as doenças respiratórias são mais comuns em períodos frios todo mundo sabe. O que nem todos se lembram é que cuidados simples podem evitar riscos de infecções graves, especialmente em tempo de pandemia.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba traz algumas dicas para que crianças e idosos, os mais vulneráveis, possam passar com relativa tranquilidade o inverno que começou oficialmente nesta terça-feira (21).

As crianças com menos de 5 anos de idade são as mais atendidas pelo SUS de Curitiba nos meses frios. Nos últimos dois anos, isoladas do convívio social, praticamente não tiveram infecções.

Agora, com a retomada de uma rotina parecida com a pré-pandemia, estão mais frágeis devido à baixa imunidade, uma vez que o sistema de defesa não foi estimulado durante o confinamento.

Vacinas

Entre as doenças mais comuns está a bronquiolite, inflamação que atinge os últimos canais que levam o ar aos pulmões, causando falta de ar e tosse, principalmente nas crianças menores de 2 anos de idade.

Os vírus que geralmente causam esta infecção também acabam abrindo “portas” para a entrada de bactérias que podem agravar a situação e levar à necessidade de outros tratamentos, como antibióticos e até internação.

Manter o calendário vacinal em dia é o primeiro cuidado a ser tomado para afastar o risco de pneumonias e meningites, por exemplo.

“As vacinas previnem a ocorrência de várias infecções graves porque preparam o sistema imune para enfrentar os agentes infecciosos que causam estas doenças”, alerta a infectologista Marion Burger, da SMS, também médica pediatra.

Além das vacinas, Marion reforça a necessidade de manter todos os cuidados para evitar o coronavírus, como o uso de máscaras, “que tem se mostrado extremamente eficaz para evitar várias doenças respiratórias, além da covid-19.”

Higienizar constantemente as mãos e evitar locais fechados e com aglomeração completam a lista de cuidados básicos nesta época do ano.

Usar roupas adequadas para a estação, mais quentes, é também um cuidado importante. E a alimentação das crianças deve incluir frutas, legumes e verduras para fortalecer as defesas do organismo, bem como beber muita água e sucos naturais.

Idosos

Os problemas circulatórios que surgem com o avanço da idade deixam os idosos com dificuldades para aquecer as extremidades do corpo. É preciso utilizar roupas mais quentes, gorros, toucas e cachecol.

À noite, é importante reforçar os cobertores na hora de dormir. Outras medidas simples também ajudam o organismo dos idosos, como banhos de sol (antes das 10 horas da manhã).

Já o banho propriamente dito deve ser feito à tarde, quando a temperatura está mais alta – de preferência, com o ambiente pré-aquecido.

Importante: este banho quente não pode ser demorado porque a pele é mais sensível. Isso exige o uso de hidratante pós-banho.

“O hidratante ajuda porque a pele seca, no idoso, faz com que ele tenha prurido (coceira)”, lembra o geriatra Clovis Cechinel, diretor técnico do Hospital Municipal do Idoso.

No caso do idoso que faz exercícios físicos, a dica é evitar a exposição ao vento gelado. “Melhor fazer na academia, sempre de máscara, ou em casa”, recomenda Clovis.

Na alimentação, chá, chocolate quente e sopas são boas dicas para se aquecer.

Assim como é aconselhável às crianças, os idosos também devem ser vacinados, especialmente contra a gripe, a covid-19 e, em caso de comorbidade, também a vacina pneumocócica.

“Agora, se as dores vierem com força no inverno, não adianta: é preciso procurar seu médico para ajuste dos medicamentos”, adverte o geriatra.

Informações da Prefeitura de Curitiba