Soroka, serial killer de homossexuais, é condenado a 104 anos de prisão

Tiago Correia Soroka, 33 anos, foi condenado a 104 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de latrocínio, roubo agravado e extorsão. A sentença, assinada pela juíza Cristine Lopes, é do dia 8 de julho, mas só veio a público nesta quinta-feira (14). O homem matou e roubou três homens, dois em Curitiba e um em Santa Catarina. Todas as vítimas de Soroka eram homossexuais.

Soroka foi preso no dia 29 de maio de 2021. Na ocasião, ele negou ter cometido outros assassinatos, mas admitiu que roubou cerca de 10 homens. Segundo investigação da Polícia Civil (PC), o número de pessoas roubadas pode chegar a 20.

Outras mortes com a autoria de Soroka ainda não são descartadas. Um dos casos é o homicídio do médico Sérgio Roberto Savytzky, 58 anos. Ele foi encontrado morto no dia 12 de agosto de 2016, no apartamento no Bigorrilho, em Curitiba. A causa da morte do médico foi asfixia, a mesma forma das outras vítimas confirmadas de Soroka.

No dia em que foi preso, Soroka confirmou o padrão em atacar apenas homens homossexuais. Ele admitiu que matou o professor Robson Olivino, em Santa Catarina, no dia 16 de abril de 2021. Já nos crimes em Curitiba, o homem disse que no dia 27 de abril de 2021 matou David Júnior Alves Levisio e, no dia 4 de maio, o estudante de medicina Marco Vinício Bozzana da Fonseca.

Soroka marcava encontros por aplicativos de relacionamento. Quando encontrava as vítimas, ele as matava e roubava diversos pertences.

Há, ainda, uma vítima de Soroka que sobreviveu. Eles se encontraram no dia 11 de maio de 2021. Com o depoimento desse homem, a polícia conseguiu identificar o serial killer.

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