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Fígado é transportado de Santa Catarina para Grande Curitiba em 30 minutos

Redação

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Uma aeronave cedida pela Casa Militar do Paraná foi crucial para garantir o transplante de um fígado a um paciente na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) nesta quarta-feira (11). O órgão foi transportado em 30 minutos de um hospital no Litoral de Santa Catarina diretamente para o centro cirúrgico de outra instituição de saúde próxima da capital paranaense.

Foto: Casa Militar

Este é o terceiro transporte aéreo de órgãos realizado no Paraná nestes primeiros 11 dias de 2023 – o primeiro ajudou a buscar um órgão em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. A rapidez em deslocamentos como esse é fundamental para garantir o sucesso dos transplantes devido à conservação dos órgãos. No caso do fígado, o transplante precisa ocorrer em no máximo em 12 horas.

Como funciona o transplante de órgãos no Paraná

Atualmente, o Sistema Estadual de Transplantes (SET) do Paraná conta com os veículos da Central Estadual de Transplantes, além de um veículo em cada Organização de Procura de Órgãos (OPO), localizados em Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá. A estrutura conta com uma equipe de motoristas na capital, além do apoio da rede de transporte das Regionais de Saúde no Interior do Estado e de aeronaves, como no caso da unidade da Casa Militar, que permanecem à disposição para garantir a agilidade nos deslocamentos quando necessário.

O modelo de gestão estadual fez com que o Paraná se tornasse referência nacional no transplante de órgãos. Nos últimos quatro anos, foram realizadas 362 missões aéreas de transporte, que somam mais de mil horas de voo. Em 2022, foram 218 horas de voo em 79 missões.

De acordo com o último relatório da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), entidade nacional que faz o levantamento desses números, de janeiro a setembro de 2022, o Paraná registrou 40,3 doações de órgãos por milhão de população (pmp), enquanto a média nacional é de 16,4 pmp. O volume faz do Estado o segundo colocado entre do Brasil com melhor índice de doações.

O Paraná é líder no transplante de rim, com indicador de 40,1 pmp, e fica com a vice-liderança no transplante de fígado, com 26,3 pmp. Nos dois casos, as médias nacionais são de 23,9 pmp e 9,9 pmp respectivamente. O Estado ainda aparece entre as seis unidades da Federação que mais fizeram transplantes de pâncreas (0,7 pmp), pulmão (0,1 pmp), medula óssea (31,5 pmp) e córnea (81,1 pmp).

Informações da Agência Estadual de Notícias

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