Foragida, travesti suspeita de matar gerente é alvo de operação policial

Desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira (6), a Polícia Civil está em busca da travesti Thays Rocha Leite, suspeita de ter matado o gerente Walter Luiz Mariano Machado no dia 28 de maio.

O mandado de prisão contra Thays foi expedido no último sábado (4). Nesta segunda, os policiais foram até a casa dela, mas não a encontraram. Thays é considerada foragida.

Na semana passada, a travesti confirmou no programa Tribuna da Massa que atingiu o gerente com uma faca. Ela prestou depoimento na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na sexta-feira (3), mas não havia mandado de prisão expedido contra ela.

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O caso

Walter foi encontrado morto dentro do próprio carro na madrugada do dia 28 de maio. Na noite do crime, ele estava com Thays.

Em entrevista ao programa Tribuna da Massa, Thays chegou a confirmar que atingiu o gerente com uma faca. Ela contou que os dois começaram a discutir porque Walter não queria usar preservativo. Depois ele aceitou e eles fizeram o programa. Na hora do pagamento, ele tentou fazer um pix e passar o cartão, mas não conseguiu. Segundo ela, nesse momento ele ficou alterado e começou a agredir.

“Eu achei que ele ia me matar”, disse ela em entrevista ao Tribuna. De acordo com o relato, Thays o acertou para se defender. Ela também falou que não viu a gravidade do ferimento.

Segundo o delegado Tito Barichello, Thays tentou estorquir o gerente, o que teria causado a discussão. A Polícia Civil também quer identificar os dois andarilhos que aparecem nas imagens que registraram o momento que Walter busca ajuda, e o suposto motorista de aplicativo que dá carona à Thays logo depois do crime.